São 40 minutos de espera, com o piloto pedindo calma, até que a escada chegue. Na esteira ,mais de uma hora aguardando pelas malas. As 8:21, a minha aparece, quebrada. Tento ir na fila pra reclamar. Imensa. Deixo pra lá. Fica na conta da Latam.
No meio da bagunça, uma coisa me chama a atenção. Na ansiedade de ver a mala na esteira, as pessoas vão se descuidando de seus pertences de mão. Lugar fácil para os amigos do alheio. Fácil, não, pois pra entrar no desembarque do Terminal 3 tem que comprar passagem internacional. Muito trampo pra correr o risco de ser preso pela Polícia Federal.
Consigo passar na alfândega às 8:50. Onze horas de voo e mais de duas horas de perrengue. São Paulo merecia um aeroporto melhor. Aqui, nada parece funcionar. Aliás, as únicas coisas que funcionam são a Imigração, rapidíssima pra quem já tem o Passaporte Eletrônico, e a Alfândega, que consegue lidar com o enorme fluxo que chega. É o governo batendo a iniciativa privada. Aliás, o GRU Airport - Aeroporto Internacional de São Paulo tem sido multado pela ANAC nos últimos dois anos por mal atendimento. E parece não aprender.
Talvez esse seja o ponto que mais me impressiona. Como processos que são repetidos igualmente todos os dias podem ser tão mal feitos? Faltar escada é um gargalo fácil de resolver. Pode até ser caro, mas é fácil. A demora nas esteiras significa estrutura estrangulada. Pouca gente, pouco equipamento, parece que tudo falta, num tipo de serviço em que o fornecedor sabe de antemão o que o cliente precisa. No caso do meu voo, tiveram 11 horas pra fazer tudo certo. Ainda assim, não fizeram. Tá certa a ANAC...
No final, entre o avião tocar o chão e eu abrir a porta da minha casa foram mais de cinco horas. Fiz 29 Km na metade do tempo de vir de Los Angeles a São Paulo. Como diria o senhor Spock, de Jornada nas Estrelas, Fascinante!

TV Globo inaugurou a nova linha de programas com o No Limite, mas logo depois veio a briga entre ela e o SBT pela posse do modelo "Casa dos Brothers".
Diz a lenda que SBT negociou o programa com a hashtag#Endemol, mas os Marinhos foram lá e cobriram a oferta. Sílvio, esperto como era, lançou um programa "Wannabe" (ou seja, um genérico) com celebridades e deu o nome de Casa dos Artistas. Virou briga na justiça e alta audiência, devido à polêmica.
No meio dessa guerra toda, acabei conseguindo lançar o Fiat Dobló no último episódio da Casa, com direito a audiência recorde e um impulso de vendas tão grande que o carro virou líder de vendas do segmento no seu primeiro mês de vida e o patrocínio foi considerado a Ação do Ano.
Globo não gostou. Só não sabia que a Fiat ia entrar no programa dela também. E, no final, a montadora acabou patrocinando a briga entre as duas emissoras.
Essa é a história que conto neste vídeo, que é uma das centenas que você encontra no meu canal no Youtube. Clique, assista, comente. Depois se inscreva. Vai ser um prazer encontrar você por lá, também.
E o que se percebe é que o que se diz numa edição não é, obrigatoriamente, verdade na próxima.
Veja o caso dos carros elétricos. Em 2020, não se falava de mais nada. Eram a promessa do futuro e quem não embarcasse estava em grandes apuros. Dois anos depois, foi a vez do evento se encher de expositores com mil soluções para manutenção dos elétricos. Inclusive ensinando como criar oficinas independentes, tal era a febre por um Tesla. Aí veio a realidade: os chineses viraram a potência do elétrico, Trump não concedeu vistos pras montadoras daquele país, além de cortar os incentivos, e o elétrico se esvaziou. Não vi nenhum estande cantando de galo de que a revolução estava chegando. Muito antes pelo contrário. Gasolina voltou a reinar novamente.
Outro exemplo é a Inteligência Artificial. Em 2025 contava-se nos dedos os fornecedores de solução usando IA. As palestras falavam de como o futuro ia ser lindo. Os americanos estavam atrasados. Agora, 11 em cada 10 palestras tocaram no assunto. Só que pularam um degrau, pois já mostram como funciona o “mais novo funcionário da sua concessionária”. Isso é interessante. Todos querem convencer os ouvintes de que o importante é fazer os times entenderem que IA não substitui ninguém, mas que é mais um pra ajudar no dia a dia. Porém, quando você vai falar com os fornecedores, nos estandes, o discurso é exatamente o contrário: “olha só como você vai economizar…”
No geral, o que impressiona é que os Isteites viraram uma bolha. Não existem BYD’s, Omodas, GWM’s na rua. Chevrolet é a lider, com a Toyota (quem diria!) na frente da Ford. No mundo dos poucos elétricos, Tesla reina, seguida pela GM, com míseros 9%. Ou seja, só dá Elon Musk na rua.
Meu resumo vem aí… e este ano com uma novidade. Uma IA pra quem quiser se aprofundar no que rolou. Sem alucinações!!!! Quem quiser receber uma cópia e o acesso ao GPT é só escrever nos comentários “Eu quero” que vai ser um prazer enviar uma cópia.
E já vai preparando o estômago, que em março teremos nosso Jantar Automotivo!
2026 começou quente…

Isso mesmo. Cem dólares. R$ 532,00. Tenho raiva do número de vezes que perco uma pechincha, como essa, no mercado. Tivessem me oferecido, eu pagava o dobro.
Apesar da brincadeira, isso mostra onde chegou o problema em que as montadoras se enfiaram ao buscar relevância no mercado de carros eletricos. Saiu todo mundo correndo atrás de garantir sua participação, que nem jogo de futebol de criança, onde todos correm atrás da bola. Agora, estão todos voltando atrás… pelo menos as montadoras tradicionais.
Aqui no NadaShow fica evidente o descaso e falta de interesse no tema. Sumiram as palestras e os estandes que falam ou mostram coisas relacionadas ao assunto. A GM, no seu encontro com a rede, até falou dos elétricos, mas os heróis da noite foram os carros a combustão e os híbridos. Teve palestra onde os sábios de plantão falaram que até 2035 mais de 60% do mercado será eletrificado, com carros híbridos. Não precisa ser muito gênio pra saber isso, não é mesmo?
No caso da Stellantis, foram muitas más notícias no dia de ontem. Venderam a fábrica por cem doletas mesmo. Mas o que não falei antes é que eles deixaram de investir 980 bilhões de dólares pra manter o equilíbrio com a sócia LG, que colocou outros U$ 1,46 bi na agora ex joint venture Next Star Energy. Ou seja, o preço real foi de U$ 980.000.100,00. Eu até consultei meu extrato, mas aí não dava.
Outra bomba, e que fez as ações da dona da Fiat e da Jeep despencarem 25%, foi que eles fizeram uma baixa contábil de 26 bi de dólares ontem e por isso vão ter um prejuízo, no segundo semestre, de uns 19 bilhões de dólares. No mínimo. Todo esse dinheiro, na maioria, eram referentes aos carros elétricos, como garantias para fornecedores que investiram nos sonhos da montadora e agora não vão ter mais cliente.
Enquanto isso, do outro lado do mundo, as BYD's da vida continuam a todo o vapor a dominar a arte de construir carros elétricos. Fica o problema no ar. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Só mesmo com os impostos criados pelo presidente de cabelo de fogo pras ruas dos Isteites terem ZERO de carros chineses.
Já estou ansioso pelo Nada de 2026, 2027, 2028... E buscando saber quando vai ser o NADA chinês, pra já comprar meu ingresso...

A briga entre Anthropic e Chat GPT é exatamente um desses casos.
Ontem, Anthropic colocou no Youtube o comercial que irá veicular no Super Bowl, no próximo domingo. Ele faz uma critica nada sutil ao concorrente que já anunciou que passará a exibir comerciais. Mal divulgou o vídeo, o presidente da Open AI, Sam Altman, publicou um post no X descendo a lenha. Chamou de desonesta a postura da dona da IA Claude, que ele classifica como uma empresa autoritária.
Se era pra causar polêmica e fazer a marca aparecer, a Anthropic alcançou completamente seus objetivos. O comercial em si é engraçadinho, nem dá vontade de assistir duas vezes. Mas com o aval do Sam, vai virar tema de discussão para tuo quanto é lado.
No vídeo, um jovem franzino e baixinho pergunta como fazer para ter uma barriga de tanquinho pra um personal, que age como se fosse um robô. Recebe a resposta que queria, mas seguida de uma propaganda de palmilha, pra ficar mais alto. A frase final é direta: "Anúncios estão chegando à IA. Mas não no Claude."
Esse é um tema quente. Como acreditar numa IA que está sendo paga? Você pergunta qual o melhor sabonete e ele lhe diz o nome do anunciante... Quer saber onde passar as férias e a IA ignora bons destinos pois está sendo paga pra falar de algum lugar menos atraente... Na verdade, não é isso que os influencers sempre fizeram? A questão é que fomos levados a pensar que a IA seria isenta e justa. Estamos sendo colocados frente a frente com a realidade.
Era mais do que previsível que a propaganda chegaria à IA. Foi exatamente assim que aconteceu com o hashtag#Google. Não tinha anúncio, mas a pressão era tão grande que acabou criando um jeito de satisfazer os anunciantes e lucrar com isso. Agora é a vez das inteligências cobrarem para ser mais inteligentes.
Anthropic acertou, em cheio, o calo da OpenAI. Adoro essas brigas, quer dizer, aulas de marketing ao vivo.