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Sorvete não é o tipo de produto que gera polêmica.

28/04/2025
Postado por: Murilo Moreno

Mas parece que a Chiquinho Sorvetes conseguiu ser uma exceção. Ela acabou de fazer o Rebranding da sua marca e isso gerou mais discussão do que se tivesse criado um sorvete de chuchu.

Chiquinho Sorvetes é uma empresa com mais de 40 anos. Apesar desse tempo todo, somente a partir de 2010 passou a ser franqueada. Das 80 lojas que tinha naquela época, hoje já chegou a mais de 920 e ultrapassou um faturamento de 1 bilhão de reais. Todo esse sucesso com uma imagem de marca simplista. Ela sempre pareceu uma marca menos sofisticada, no meio de concorrentes como Bacio di Late ou até mesmo Kibon.

A nova marca, criada pela sua própria agência interna, resolve um problema antigo, que é o nome dentro de um alvo, que gerava incômodo e até enjôo em certas pessoas. Só que, ao mesmo tempo em que tirou o nome do centro do alvo, a empresa colocou um sorvete com cara de Chat GPT no seu lugar. Lógico que o rebranding não é somente na marca. Eles também irão criar um novo visual pra suas lojas, segundo a própria Chiquinho, mais minimalista.

O interessante dos comentários que apareceram nas redes sociais criticando a mudança, é que muita gente fala do tom familiar que as lojas têm. Existem muitos elogios ao atendimento caloroso, ao jeito carinhoso de atender. Olhando pra mudança como um profissional, não creio que a evolução tenha trazido ganhos pra empresa. O logo antigo é realmente datado. Tem cara de coisa antiga, mas ao mesmo tempo combina com a questão familiar. Parece uma solução caseira.

A nova marca apresenta uma certa consistência com a antiga, ao manter o alvo vermelho e branco. Mas o nome Chiquinho, agora em letras maiúsculas, sobressai ao conjunto. Na minha opinião, a imagem do sorvete é que está sobrando. O visual dos copos de milk-shake e copinhos de sorvete, nos quais o nome vem dividido por sílabas, é talvez a parte mais feliz da novidade.

A gente vai acabar se acostumando com a nova marca. E, como comentam os fãs, se o sabor não mudar, a empresa deve continuar sua trajetória de sucesso. Como uma das maiores sorveterias do Brasil, a Chiquinho precisa dar um passo pra continuar o caminho para a liderança.

Vamos ver se o passo não foi maior do que as pernas.

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Postado por: Murilo Moreno
O caso Banco Master não pára de gerar susto após susto.

Semana passada, foi a vez da Reag sofrer liquidação extrajudicial, decretada pelo Banco Central. Agora, o Estadão divulga que o Ministro Haddad deu um ultimato pro Banco de Brasília, o BRB, pra que seja realizado um aporte de quatro bilhões de reais, pra evitar piores consequências. Lógico que o Ministério desmentiu. Mas onde há fumaça...

O banco estatal quase comprou 58% do concorrente, no começo do ano passado. Durante as negociações, assumiu uma carteira de créditos do banco do Vorcaro, no valor de R$ 12 bilhões. Só que de créditos inexistentes. O pior é que entre os pontos da negociação, o Daniel continuaria presidente do Master, além de virar conselheiro do BRB. E, com isso, viraria o mago das finanças brasileiro. Ainda bem que o BC não aprovou a compra. Seria uma cartada de mestre. Virou o começo do fim.

O que me impressiona é como se fala de bilhões de reais como se fosse trocado. Todo mundo que se envolveu nesse escândalo tinha empresa de bilhão. As Lojas Americanas abriram a porta do inferno com suas inconsistências contábeis e a sensação é que todo mundo está tentando bater o recorde dos desvios.

A grande questão que um caso como esse causa é a perda da credibilidade, em geral, no sistema financeiro. Todo fundo, toda corretora, todo banco, hoje é menos confiáveis. E qualquer boato cola mais fácil. Tanto que já tem golpista no mercado criando site pra que os prejudicados pelo Master possam resgatar seus prejuízos no Fundo Garantidor de Crédito. A pessoa entra no site atrás de informações e recebe um vírus de presente, no computador.

Deveremos ter mais sustos nas próximas semanas. O monte de coisa podre ainda não foi remexido o suficiente e deve continuar cheirando esquisito. A minha esperança é que sejam criadas novas regras que evitem a repetição do caso no futuro.

Como dizem, a esperança é a última que morre...

 

19/01/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Uma das coisas mais divertidas que conheço é o universo Disney.

Outra, são os confeitos da M&M. Imagine então as duas juntas.

Elas sabem disso. Tanto que, depois de terem inaugurado lojas dentro dos parques de Orlando, agora estão se juntando numa das collabs mais legais que já vi. Os mascotes da M&M vai se vestir de superhoróis da Marvel. O amarelo vai virar Wolverine, o vermelho será o Deadpool, o laranja passa a representar o russo Guardião Vermelho e por aí vai...

Disney comprou a Marvel em 2009 e, desde então, vem colocando sua máquina de fazer dinheiro em favor de retirar ganhar dólar possível das franquias. Os filmes de superheróis passaram a ser os líderes de bilheteria, sempre, e toda oportunidade que têm de aprovar mais um licenciamento é mais uma chance de trazer alguns dólares a mais.

Por outro lado, os mascotes da M&M passaram a ser quase celebridades nos Isteites. Lembra quando eles foram demitidos e substituídos pela comediante Maya Rudolph? E que depois voltaram, a pedido dos consumidores? Só faltava virarem personagens da Disney.

Não falta mais. As novas versões chegam em março, com embalagens e promoções (será que vai ter bichinho de pelúcia? Mentiiiiiiiraaa!!!) antes de embarcarem para outros 65 países. Vai ter superherói pra todo mundo.

Se minha bola de cristal estiver funcionando, o próximo passo é eles se fantasiarem dos personagens clássicos da Disney. Já vejo o marrom vestido de Mickey desfilando na frente do Castelo da Cinderela, que será a verde, de vestido e tudo.

Com tudo isso, Disney e Mars estão a um passo de se fundirem, não é mesmo? Alinhamento é o que não falta...

 

17/01/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Não me lembro, em toda a minha vida, de ter visto uma campanha publicitária do ECAD.

Por isso, me chamou muito a atenção o banner da instituição na capa da Meio e Mensagem. Ainda mais que a mensagem era "Patrocinador, Direito Autoral também é questão de ESG". O Bichinho de Marketing que vive dentro de mim ficou me perguntando o que uma coisa tem a ver com a outra.

Acontece que toda vez que uma música é tocada publicamente, por lei, o compositor e o produtor musical têm o direito de receber um valor. Ou seja, tocou, pagou. Quando você ouve o Spotify, a empresa paga pela execução, ouve no rádio, a emissora paga, vai num bar tomar um chopp, se tem música, o dono paga... mas tudo isso na teoria. Num país de Inconsistências Contábeis e bancos masters, na prática, nem sempre o dinheiro chega nas mão de quem a compôs. Ainda mais que o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição não tem poder de polícia. As empresas pagam por iniciativa própria.

O tema é confuso e a tabela de pagamento é mais ainda. Vai de um valor de R$ 107, num bar pequeno, até quase R$ 150 mil, numa rádio FM de alta potência. Mensalmente.

Aí, pra deixar o assunto mais "simples", a campanha fala de ESG. Chama a atenção do risco que a marca corre ao patrocinar shows que não pagam o ECAD. E sugere que as empresas passem a exigir a comprovação de que a taxa foi recolhida. Longo caminho torto pra tentar aumentar arrecadação. É como se o governo passasse a responsabilidade de cobrar o imposto das empresas para o consumidor. Tipo "você já conferiu se o supermercado pagou todos os impostos?"

Uma das missões da propaganda é deixar fácil o entendimento dos benefícios do produto, ou serviço, a ser adquirido. A função do ECAD não é simples, nem fácil. Mas juntar ESG com direitos autorais só conseguiu me deixar confuso. Talvez o meu Chato de Plantão esteja de mal humor.

Vou ouvir "Evidências" pra acalmar... mas vou perguntar por Spotify se ele pagou o ECAD...

 

16/01/2026
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