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Fui assistir Michael, convidado pela Nissan.

14/06/2026
Postado por: Murilo Moreno

Já tinha visto o filme, mas o motivo para estar lá era outro. A montadora estava lançando a nova campanha para o seu SUV Kicks e a estreia foi dentro do cinema. O estranho é que eu esperava ver a foto do cantor ao lado do carro e o que encontrei foram zumbis. Ainda bem que eram só atores, senão o pouco de cérebro que tenho tinha ido embora naquela noite.

Na hora em que vi o comercial, só me veio à cabeça (ainda com cérebro, ufa!) que a criatividade voltou. No vídeo, um ator está sendo perseguido por zumbis, até que consegue se refugiar dentro do Nissan. Meio aliviado, meio com medo, ele parte pro ataque e tenta atropelar os descerebrados, mas o sistema de segurança do carro freia antes de acontecer uma tragédia. Essa é, talvez, a forma mais inusitada de falar de sistema de frenagem automática que já vi. Salva o cara, mas o coloca na mão dos perseguidores.

Corta pro novo zumbi dirigindo e apresentando o interior do Kicks. Só no final é que entendi o porquê do filme. Entra a música Thriller, do Michael Jackson, com direito à risada cavernosa no final e tudo. Pra mim, já é o comercial do ano, no mundo dos automóveis.

Acontece que o universo automotivo foi invadido por zumbis. Todos os comerciais do setor, agora, são iguais. Andaram comendo os cérebros dos criativos. O efeito chinelização atacou não só os carros que vêm do outro lado do mundo, como os das montadoras tradicionais. Ficou tudo chato, com direito a cenas tão iguais que a gente não sabe quem é quem. Tem sempre aquela cena do dedo apertando o multimídia, sempre a mesma. Até nisso o novo comercial chama a atenção. O indicador do zumbi se quebra, com o esforço.

Como ex-Nissan fiquei muito feliz. Como publicitário, duas vezes feliz. No meio de tanta comunicação brigando pela nossa atenção, ser criativo é metade do sucesso. Qualquer zumbi sem cérebro sabe disso...

 

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Postado por: Murilo Moreno
Navegando pela internet, dou de cara com o Mickey, vestido de verde e amarelo, entrando num estádio de futebol com cara de Maracanã.

O adversário é vermelho, o que, no meu vasto repertório futebolístico, significa Espanha. O Bichinho de Marketing que vive dentro de mim começa a gritar como um torcedor fanático. Desde quando o ratinho da Disney passou a ser torcedor da Seleção Canarinho?

Vou pesquisar e descubro que o vídeo no Instagram é antigo. De 2014, ano da Copa no Brasil. E que a empresa reeditou, agora em 2026, e colocou no ar no dia da abertura do evento. Mickey torcedor, torcendo pro Brasil? Aí tem...

Nenhuma multinacional do tamanho da Disney faz as coisas "sem querer". Um desenho animado como o Futebol Clássico, com seus 3:30 minutos, custa uma baba pra ser feito e passa por vários níveis de aprovação. Então, é uma decisão consciente.

Brasileiros são o terceiro maior número de turistas em Orlando. Só perdemos pros canadenses e ingleses. Somos mais do que os mexicanos, que demoram menos de três horas pra pousar na cidade. Nosso perrengue chique está há quase nove horas de distância e o valor do dólar aumentou ainda mais essa distância. Ainda não voltamos aos patamares de antes da pandemia. Em 2019, fomos mais de 800 mil turistas. Em 2025, mal ultrapassamos os 700 mil. O bolso do amigo do Zé Carioca sofre...

Somando isso ao número de comerciais e banners que recebo sobre "Visite a Disney", meu Bichinho chega à conclusão de que a empresa está em franca campanha pra aumentar o fluxo de brasileiros nos seus parques temáticos.

Eu, que já fui sete vezes e sou fã declarado, abro minha gaveta pra ver se meu visto está em dia. Se correr, ainda pego o final da Copa no meio de Epcot...

15/06/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Aprendi inglês aos 29 anos.

Em seis meses, precisei sair de um completo analfabeto para um moderado speaker. Não existiam cursos pela internet (aliás, nem existia internet), nem aulas por vídeo, nem nada. Até fita crepe em tela de TV tive que colocar pra ver filme sem legenda. Resultado disso é que falo a língua de Shakespeare aos tropeços. Mas isso não me impediu de fazer carreira em multinacionais, onde trabalhava o dia inteiro conversando in english.

Aí vejo a polêmica e os memes em torno do árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio e sinto uma enorme vontade de encontrá-lo para dar os parabéns. Duvido que você não saiba o que houve, mas, de todo modo, segue um resumo:

No jogo da estreia da Copa, entre México e África do Sul, Wilton expulsou um jogador e precisou ir ao microfone explicar o que aconteceu. Imagina a pressão. Primeiro jogo, mundo inteiro assistindo, e você explicando, numa língua que não domina, o porquê da sua decisão. Saiu daquele jeito, cheio de ééééééé... e um sotaque extremamente forte.

A turma do "Que é isso, companheiro?" caiu matando. O Youtube já se encheu de vídeos criticando o inglês abrasileirado do juiz. Que, no frigir dos ovos, não importa para a partida. E que é completamente compreensível.

Não quero falar da qualidade do inglês, mas da coragem do Wilton. Apitar a Copa é, talvez, o ponto máximo de uma carreira de árbitro. E o medo de ir ao microfone pode ter feito muitos outros wiltons desistirem de aceitar esse tipo de convite em suas vidas...

Aquela apresentação para o VP mundial que veio ao Brasil. Aquele curso na sede, que você deixa passar porque tem medo de expor seu inglês macarrônico. Digo isso, pois já passei por todas essas ocasiões. Mas preferi o riso dos críticos, do que perder as oportunidades na vida.

Amei a postura do nosso representante na Copa. Espero que a coragem dele inspire os 11 jogadores que vão representar o verde-amarelo da nossa bandeira. Se depender do Wilton, o Hexa já é nosso!

 

13/06/2026
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Postado por: Murilo Moreno
A Mercado Livre conseguiu chamar a atenção do meu Mal-humorado de Plantão com sua campanha para a Copa.

Não foi por causa do Ronaldo Fenômeno, do Neymar ou de qualquer outra referência ao "ótimo futebol" da Seleção. É que sou fã dos filmes da saga "De volta pro futuro" e fiquei encanado com a van do comercial.

A história, em si, é ótima. Um torcedor no centro do Rio de Janeiro vê uma máquina do tempo aparecer, dirigida pelo Ronaldo. Só que no lugar de um DeLorean prateada, aparece a van amarela da Mercado Livre. Os dois partem para o ano de 2002, no final da Copa, com todo o povo comemorando o penta.

Só que a van que sai do presente, uma Renault Master, não é a que pousa em 2002, que se parece com uma daquelas chinesas ou coreanas que rodaram por aqui, em Terra Brasilis. Até a hashtag#marca da empresa retrocedeu ao antigo logotipo. Estranho é que o Ronaldo não remoçou, nem emagreceu. Se isso tivesse acontecido, tínhamos descoberto o segredo da eternidade...

Existe algum problema nisso? Lógico que não. Mas fiquei pensando se o Ronaldo resolvesse voltar pra 1930, primeira Copa no Uruguai. Teriam chegado numa Renault Fourgonnette ou num Ford Delivery. O problema seria depois ter que girar a manivela pra van pegar de novo.

Meli é outra na torcida pelo Hexa. Meli é outra contando a mesma história, só que numa forma diferente. Criatividade é isso: Mesmo briefing, diferentes soluções.

Vai Brasa!

12/06/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Marcas nascem, crescem, vivem e morrem.
11/06/2026
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