É a realidade das empresas, que precisam estar antenadas no que o consumidor precisa ou deseja. Pra dificultar ainda mais as coisas, estamos vivendo a era da Economia da Atenção, onde são tantos estímulos disputando o interesse das pessoas, que, sem um planejamento consistente, corre-se o risco de sermos ignorados.
Se, no passado, comerciais nos intervalos criavam guerras de marcas como a de Assolam com Bombril, hoje em dia essas iniciativas caem rapidamente no esquecimento e só se sobressaem com consistência e regularidade. O custo da atenção não é somente financeiro. E entender isso é o segredo do sucesso.
São esses os pontos a serem abordados na Masterclass “Pôneis Malditos e campanhas virais", que estarei ministrando no próximo dia 18, na ESPM, a partir das 19:30h. O comercial furou a bolha do excesso de mensagens que cada um de nós vive e tornou-se um dos maiores virais brasileiros que até hoje é considerado um marco da publicidade.
Vamos entender como o resultado foi planejado desde o início e analisar quais as características das comunicações da atualidade que permitem novas iniciativas como a da Nissan Frontier.
Se você se interessou, está na hora de se inscrever. Clique no link (CLIQUE AQUI) e saiba mais. Esta é a última chamada para o masterclass que vai revelar os detalhes por trás de um dos maiores sucessos de marketing dos últimos anos.
Espero você.
O voo ainda demora e aproveito pra trabalhar um pouco mais. Abro o laptop pra descobrir que a bateria não vai aguentar o tempo necessário e resolvo já sentar em algum canto que tenha energia. Saio olhando as paredes, mesas e cadeiras, em busca de alguma tomada. É o Terminal 3 e nem cadeiras são fáceis de achar.
Pareço louco, andando de canto em canto, olhando atrás dos móveis. Fico imaginando um segurança, naquelas salas cheias de telas de TV, me vigiando e chamando no rádio, gritando "possível suspeito com mochila nas costas". Vejo duas tomadas, ambas ocupadas por homens em seus computadores, que me olham como leões dominando territórios.
Atravesso pro Terminal 2 e começo a me desesperar. Sumiram as tomadas, ou perdi a capacidade de enxergar? Apelo e subo pro segundo andar. Ufa! Uma tomada... quebrada. Finalmente encontro um canto, com poucas cadeiras, vários funcionários do próprio aeroporto descansando e uma torre de energia. Descobri algum lugar mágico que só os iniciados conhecem.
Mais aliviado, lembro da padaria próxima à ESPM, que deixei de frequentar quando precisei ligar meu MacBook à eletricidade e a atendente disse que ali não tinha como. Sai pisando firme, como se aquilo fosse uma obrigação, parte fundamental do pão francês. Quando foi mesmo que ficamos tão dependentes e não percebemos? Todo mundo fica preocupado com o sinal do celular ou o Wi-fi, mas a verdadeira cocaína é a energia elétrica.
Lógico que a questão tem dois lados, pois lembro da Starbucks da Alameda Santos, que ficava lotada o dia inteiro de gente nos seus computadores, sem consumir o café, mas ocupando as mesas e as tomadas. Coitada, fechou...
Essa é uma realidade que veio pra ficar e vai ter um dia em que não precisaremos mais nos preocupar com ela, pois os aparelhos se recarregarão por indução, ou as baterias terão duração quase eterna. Enquanto isso, vamos vivendo de power banks e coleção de carregadores.
De repente, meu celular desliga. Acabou a bateria. Acho que está na hora de ir pegar a Bella...

Enquanto eu estava pensando no prato, ela estava pensando no ciclo de vida financeiro de um carro. Claramente, estávamos na mesma mesa, mas em mundos diferentes.
Quanto mais ela falava, mais me lembrava de um professor que tive no colégio. Não que eles se parecessem, mas porque nunca vi pensamentos tão opostos.
Ele falava que o "E se..." não existe, com aquela certeza de professor que acha que está entregando uma verdade definitiva, enquanto a gente só queria saber o que ia cair na prova. O pior é que acho que nunca aprendi uma coisa tão errada na vida. Lógico que entendi a perspectiva dele, que dizia que a gente não pode perder tempo na vida pensando no que poderia ter acontecido. Mas, com isso, ele acabava nos ensinando a não ver o mundo com outros olhos. E é essa capacidade que faz o sucesso das pessoas e das empresas.
O que quero dizer? Diferentes perspectivas é tudo na vida. E é a nossa capacidade de olhar pro mesmo e ver algo novo que nos leva pra frente. A Simone me mostrava como esse olhar faz toda a diferença.
Toda fabricante de carro tem um banco pra chamar de seu, por uma razão muito simples. A maior parte dos veículos é vendidos a prazo e não dá pra ficar à mercê dos bancos tradicionais. Que podem, de uma hora para outra, direcionar o dinheiro para outros tipos de financiamento. Esses "bancos de montadora" são chamados de cativos, porque são ligados, como unha e carne, ao negócio principal, que é a fabricação e venda de carros zero. Parecem chatos até alguém explicar que, no fundo, são a diferença entre a concessionária respirar aliviada ou ficar roxa por conta dos juros do estoque.
Aí vem o Banco Volkswagen e usa o "E se..." pra mudar o olhar sobre a realidade. "E se, ao invés de facilitar a venda do zero, a gente não acompanhasse os vários ciclos financeiros de um automóvel?" Juro que eu demorei a entender o que Simone me perguntava, mas depois que compreendi, deu pra captar porque 94% dos financiamentos de carros zero na rede VW são feito por eles.
O foco da financeira não está no financiamento, pura e simples. Está em fazer o fluxo das vendas ser contínuo, como se fosse uma linha de produção. Os "E se..." se acumulam. E se a gente financiasse o usado que vai entrar na troca? E se financiasse quem for comprar esse usado? E se gerássemos um estoque de usados para os concessionários? E se fóssemos uma fábrica de oportunidades financeiras?
A Volkswagen Financial Services chama isso de Plataforma de Mobilidade Integrada. Eu chamo de mudança de perspectiva de negócio. Banco de montadora parece assunto chato de almoço. Até deixar R$ 1 bilhão de lucro na mesa.

O comercial nclusive, é meio bobo, como era o varejo da montadora naqueles tempos. Época mais simples? Acho que não. Bem provável que refletisse meu gosto pessoal, rei das piadas sem graça.
Era abril e o Brasil já respirava futebol. O Ronaldo foi escalado, mas haviam dúvidas se ele iria fazer diferença. Na Copa anterior, ele tinha pipocado. Em 2002, além de ser o artilheiro, ainda fez os dois gols que fizeram o Penta vir pra Terra Brasilis. Será que Neymar consegue repetir o Fenômeno?
Muita coisa mudou, desde então. Mas o principal foi a defesa incansável da Fifa de que o nome Copa do Mundo é dela. Um comercial como esse da Fiat, hoje em dia, iria direto pra justiça. Razão pela qual todos agora falam dos países, mas não do campeonato. É o jeito de fugir da federação e ainda assim tirar uma casquinha no desejo do consumidor. Torcer contamina.
Quarta começa a esquecida Copa. Com poucas cores na rua, poucas camisas, poucos gritos de “vai, Brasa!”. Mas basta um jogo em que o Brasil ganhe pra emoção voltar.
Até ontem eu não acreditava na Seleção. A partir de sábado, quando o primeiro jogador brasileiro encostar na bola, sou verde amarelo de coração.
Quem não sabe que a Pepsi está sendo substituída pela Coca-Cola pode até pensar que ela está quebrada. Eu olho e vejo um executivo da antiga fornecedora furioso dizendo: "Nos trocaram? Então para tudo. Não manda mais nada pra eles. E corta a manutenção das nossas máquinas de refill..." Inferno instalado. Coca pode ter ganho o contrato, mas a Pepsi deixou um 'presentinho de grego' pra trás.
Diferentemente de quando você pega uma simples latinha no Carrefour, o processo nos fastfoods é muito mais complexo. Essas máquinas de refill fazem o refrigerante na hora, misturando água encanada com gás carbônico e com o xarope concentrado da sua marca favorita. Por isso que em certos lugares o refri sai aguado. A máquina está desregulada.
Trocar essas verdadeiras fábricas portáteis é uma tarefa difícil. Primeiro, porque você tem que ter mil máquinas disponíveis de bate-pronto. Segundo, que vai precisar mandar um time de instalação em cada uma das lojas, pra mudar o equipamento. Demooooooora...
Pra resolver isso, apelaram pra latinha. E aí, o Bichinho de Marketing que mora dentro de mim me chamou a atenção para um detalhe. É a Coca mais cara de Terra Brasilis! A mesma lata que custa R$ 2,99 no Carrefour, sai por "apenas" R$ 18,90 no BK. Só seis vezes e pouco mais cara. E não é um privilégio deles. No Mequi, um copo de 400 ml sai por R$ 21,00. Ou R$ 18,38 pelos mesmos 350 mil que vêm nas latinhas. Pelos preços, acho que eles estão vendendo a máquina de refill junto...
A gente chega na área de alimentação e nunca pensa na logística por trás de um simples pão com carne e um copo de Coca. Mas, da próxima vez que eu for comer um Whopper, vou trazer minha bebida na mochila...
