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Este ano, tem Copa e eleição.

10/05/2026
Postado por: Murilo Moreno

E a maior sensação que tenho é que todo mundo já nem consegue ouvir falar desses dois assuntos. Todas as pesquisas que saem apontam para um desânimo geral em termos de Seleção Brasileira e de candidatos a presidência.

Datafolha aponta que mais da metade dos brazucas não estão interessados no time escalado sem Neymar. E que só 29% acreditam no Hexa, menor índice desde que começou a ser medido em 1994. Do lado da política, o sentimento de desânimo alcança dois em cada três entrevistados. Resultado da falta de novidade, de acordo com o Instituto Ideia, já que os candidatos se repetem sempre. Lógico que nas vésperas dos eventos, as pessoas irão se envolver mais, mas minha questão é sobre o que está acontecendo com nós, os brasileiros.

Quando a Ipsos fez seu último levantamento sobre quais os povos mais felizes do mundo, ficamos em sétimo lugar. Se as respostas válidas forem somente "Muito felizes", somos o terceiro, somente atrás da Indonésia e da Índia. Então somos felizes e desanimados. Ou seja, um povo bipolar.

Não sei o que acontece, mas vejo esse desinteresse crescendo e virando um "modus operandi", um jeito de ser. Me incomodo com o que o Natal tem se tornado. Quando era criança, me lembro que as pessoas desejavam "Feliz Natal" o mês inteiro. É estranho, pois eu vejo a cara de susto dos vendedores e atendentes quando desejo "Feliz Natal" no começo de dezembro. Parece que falei um palavrão. Por outro lado, tem panetone nos supermercados o ano inteiro.

Essa apatia que vem aos poucos contaminando todos nós é um sinal estranho. Ou a gente considera isso uma doença social, ou uma evolução no jeito de ser dos brasileiros. Não sei você, mas quero a vibração da Copa, o calor da discussão política e a felicidade do Natal de volta. A vida fica mais colorida.

 

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Postado por: Murilo Moreno
Acho que meu Mal-Humorado de Plantão deve estar feliz nesses últimos dias.

Ele me chama a atenção para a partida de tênis do João Fonseca, no Roma Open, quando o jogador foi eliminado já na sua estreia. Não porque perdeu, já que isso faz parte de qualquer esporte. Mas devido à atuação da torcida brasileira.

Lógico que você já viu as notícias. Esqueceram de mandar os brasileiros que gostam de tênis e só foram os torcedores de futebol pra lá. Esportes diferentes, comportamentos diversos. No esporte bretão, os onze em campo são incentivados pelos gritos, aplausos e vaias da torcida. No elegante bate bola de origem francesa, as pessoas se limitam a ficar em silêncio e a uns poucos aplausos. Tudo isso são regras informais, que foram se formando com o passar dos anos.

Os fãs do João erraram os incentivos. Teve até "Vai, Corinthians!" gritado em campo. Quer dizer, quadra. Só que trocaram o time. O tenista torce pro Flamengo...

Creio que existe um peso enorme nas costas do tenista. Terra Brasilis não costuma gerar muitos jogadores e jogadoras no Ranking do ATP, o órgão que controla o tênis internacional. Enquanto os Isteites têm 16 homens e 14 mulheres entre os 100 melhores, nosso país só tem o João e a Bia Haddad. Até mesmo o país europeu chamado Argentina tem muito mais representantes que nós: 9 homens e uma mulher. Em esporte, quantidade gera qualidade.

O brasileiro, nascido na nossa capital Buenos Aires, Fernando Meligeni, sugere que os torcedores mais esquentadinhos, aqueles que gritam "vai errar" pro adversário, sejam expulsos de quadra. Concordo em grau, gênero e número. Quando a gente começa a achar que tudo pode, a linha da convivência acabou de ser rompida.

Agora, João, é se preparar pra Roland Garros. E não vender ingressos pra torcida brasileira...

 

11/05/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Leio sobre a contaminação dos detergentes Ypê e logo penso

Leio sobre a contaminação dos detergentes Ypê e logo penso: Será que o frasco que estou usando é do lote proibido? Rapidamente olho em cima da pia e descubro que sim. Tanto ele quanto os que estão na minha dispensa, esperando o momento pra entrar em campo. Como adoro lavar louças e uso o produto todo dia, já começo a sentir no meu corpo todos os sintomas divulgados pela imprensa: sinto febre, irritação na pele e calafrio.

Claramente, estamos vendo uma crise de marca surgir. O que a Química Amparo vai fazer, ou deixar de fazer, vai selar a sorte da empresa daqui para diante. Primeira reação foi pedir uma liminar suspendendo a proibição. Pode parecer bom, mas é um tiro pela culatra. A questão não é poder, ou não, vender. É passar ou não credibilidade pro consumidor.

Mesmo com a 'desproibição' de vender, os supermercados já recolheram o que estava exposto nas gôndolas e o SAC da empresa já travou de tanta gente buscando saber como devolver o que compraram. O impacto da ação da Anvisa é claramente mais forte do que a divulgação da autorização de vendas dada pela justiça.

De acordo com o Social Listening, levantamento do que se fala na redes sociais, feito pelo meu amigo Flavio Ferrari, mais de 70% das pessoas estão defendendo Ypê versus a Anvisa. Isso mostra a força da marca, líder de vendas de detergente líquido, com mais da metade do mercado. Mas esse é só o primeiro passo.

Talvez esse seja o ponto mais importante quando se fala de imagem de marca. A credibilidade construída ao longo dos anos é o saldo que Ypê tem para trabalhar a crise. É como uma conta de banco. Como está positiva, esse saque gerado pelo problema atual pode ser facilmente contornado. O risco é não se resolver o problema, pois os juros cobrados pela questão podem deixar a marca no vermelho.

Toda crise tem, em si, uma semente de reforço de imagem. Os próximos passos nos mostrarão pra onde Ypê quer ir, pois confiança se conquista um pouco a cada dia...

 

09/05/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Finalmente a Copa vai começar!

Brahma fez a verdadeira convocação, a que ainda falta entrar em campo. Chamou os torcedores para acreditarem que nós podemos virar Hexa.

O comercial que estreiou esta semana dura longos 3:40 minutos. Estranha coincidência com os vídeos d'O Boticário, quem têm a mesma duração. Talvez 3:40 sejam os novos 30 segundos... será?

A mensagem você já conhece. Torcedores e torcedoras, pessoas correndo atrás de um bola, reunindo cada vez mais uma multidão que repete, nas ruas, lances famosos de copas antigas. É uma onda de otimismo que percorre o Rio enquanto um jornal amassado vai sendo chutado pra todo lado.

A história é montada em cima do resultado da pesquisa da Datafolha que mostra que 70% dos brasileiros não acreditam que vamos ganhar o torneio este ano. No final, Ancelotti aparece autorizando todos a acreditar que isso será possível. Adoro a ironia: um italiano dizendo que um time de "estrangeiros" irá ser campeão do mundo. Talvez por isso tenha tanta gente duvidando (fora os resultados em campo).

Dois fatos me chamaram a atenção. Primeiro, a música, Samba Blim, de 1963, cantada por Caubi Peixoto. Espetacular. Mesmo de uma época que a Seleção Canarinho ainda não havia ganhado nada, passa o clima de festa. Adorei a escolha.

Segundo, a marca da cerveja da @Ambev. Veja o comercial e repare. Nas latas e garrafas, o logotipo conhecido, com letras uniformes num fundo vermelho vivo. Nas placas, engradados, uniformes e no encerramento do vídeo, uma nova marca, meio retrô, com letras com variação nas larguras de suas partes e um vermelhor meio bordô de fundo. Não descobri nenhuma notícia de mudança, mas acho que vem coisa nova por aí. Uma sutil renovação, talvez. De todo modo, as duas marcas convivem perfeitamente.

Ambev deu sorte em 2022 para a Argentina. Quilmes antecipou o título. Vamos ver se Brahma também é pé-quente...

08/05/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Ontem, gastei quase uma hora pra fazer a imagem do post sobre os Supermercados BH.

Separar as imagens das marcas, escolher o tubarão, colocar uma marca sumindo dentro da boca do animal. Foi mais tempo fazendo o card do que escrevendo. Até aí, nenhum problema. Como desenhista frustado que sou, esse tempo diário é uma diversão para mim.

Só que, logo após publicar, me lembrei da IA. Pensei: quanto demoraria e qual seria o resultado final? Joguei tudo no Nano Banana, do Google, fiz o prompt e, em menos de 10 minutos tinha uma figura muito melhor. Só consegui me sentir frustrado por não ter pensado nisso antes. O resultado das duas experiências você vê na imagem deste post.

Abro a internet e descubro a nova campanha do Canva. Falando da facilidade de se fazer tudo o que é relativo à imagem corporativa e propaganda com a ferramenta. Estrelando Agostinho Carrara, aquele motorista de táxi "ixperto" da série A Grande Família.

Comparado com o Graciovo, a nova ideia é menos explosiva. Mas mostra melhor tudo que Canva faz. São mais de quatro minutos de um vídeo demonstrativo, que quase beira o cansaço, mas que o personagem salva. E o principal: renova o caminho criativo da empresa.

O resultado da minha experiência me deixou fascinado. O tempo que posso economizar com a IA é incrível. Mas me traz uma pergunta fundamental.

Como ficará a criatividade, a partir do momento que poderemos ter soluções cada vez mais iguais, devido ao uso de uma mesma "cabeça pensante", a da Inteligência Artificial? Lógico que isso dependerá do prompt, aquele comando que você dá pra IA. Mas as soluções que vemos hoje ainda pasteurizam os pedidos.

Talvez seja essa a resposta: o ser humano por trás do pedido. Se for um Agostinho, o resultado será de baixo gosto, como é o personagem. Se for um Picasso, é bem provável que a pessoa tire o melhor que a IA pode oferecer.

No final, a IA não deixa de ser uma ferramenta na mão das pessoas. Paulo Coelho não se tornou o maior escritor brasileiro somente porque usava um computador melhor.

 

07/05/2026
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