Não a empresa, mas a pessoa, pois quando se muda um diretor de marketing, muda-se também o estilo de aprovação de novos comerciais. Diria que foi isso que aconteceu no Itaú.
Meio do ano passado, Juliana Cury assumiu a cadeira mais poderosa da propaganda brasileira, substituindo o eterno Eduardo Tracanella. Todo novo xerife demora um tempo pra colocar seu estilo. Mas coloca. A campanha da Copa do Mundo, que estreiou esta semana, com direito a Ronaldinho, Alcaraz, Rebeca Andrade e a menininha da "Ispelansa", traz um novo jeitão.
Sai o tom institucional, do banco sério e competente, entra o humor, alegre e leve. Mas não se engane. Não é comédia. É bom humor. A ponto dos torcedores cantarem o antigo hino da Copa do Itaú (mostra tua força Brasil...) e o motorista comentar: "Essa é melhor não, ein?". Quase um "Sai pra lá Urucubaca!"
Talvez seja esse tom que o maior banco privado brasileiro, em receita, precise pra enfrentar o maior banco privado brasileiro, em correntistas, o Nubank. Itaú passou por uma cirurgia plástica na publicidade e parece mais jovem. Precisa dessa mudança urgentemente, pra continuar atraindo novos, e polpudos, consumidores.
Lógico que uma andorinha só não faz verão e precisamos esperar os próximos comerciais pra entender se a linha de comunicação mudou ou se foi apenas um comercial de ocasião. Mas que chegou nova xerife na área, ah! isso chegou...
Será que vou acertar o nome? A ideia de colocar o consumidor para votar na preferência é ótima, só que o grande problema é apagar o nome já consolidado de Allianz Parque.
Na minha coluna desta semana no portal R7 entro nessa discussão: como fazer para substituir um nome já consagrado? Será que as pessoas trocam o nome de um lugar, só porque alguém está pagando?
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O Bichinho do Marketing que vive dentro de mim agradece.
O convite partiu do Rogério Louro, diretor de comunicação da Nissan, depois dele ler minha avaliação do VW Tera. Mais do que depressa, topei.
Falar da japonesa pra mim é difícil, pois trabalhei por lá durante quase cinco anos, quando, meus colegas e eu, levamos a montadora do 12º para o 6º lugar em vendas. Bastou uma canetada nas leis para ela despencar, pressionada pelos novos impostos, criados para parar marcas como Jac e Nissan.
O engraçado é que o mundo automotivo parece ser cíclico e estamos vendo, agora, novas discussões sobre como segurar a invasão chinesa. Na semana passada, quase que ao mesmo tempo, BYD e Stellantis colocaram mais lenha na fogueira dessa discussão. O VP da chinesa, Alexandre Baldy, chamou a atenção para a tomada da liderança por sua empresa, quando se consideram somente as vendas no show room. À frente da VW e da Fiat.
Coincidentemente, Antonio Filosa, CEO mundial da Stellantis, falou pra imprensa sobre a necessidade de se criar "mecanismos de equalização" frente às chinesas, para se manter a competitividade das montadoras tradicionais. Convocou o Governo brasileiro para o baile, quando cita que o sucesso vermelho é resultado de um planejamento "Governo + Montadoras", feito há 20 anos.
Chineses pra todo lado, tradicionais brigando pra manter mercado... e eu, rodando de Kicks pelas ruas de São Paulo.
Lógico que vou falar do motor daqui a alguns dias, mas já deu pra perceber que a tecnologia vai acabar me convencendo. Só digo o seguinte: Todo mundo que olha, se espanta com a beleza do carro. Com seu desenho quadradão, parece ser maior e mais imponente do que é. E diversas pessoas me pararam pra perguntar que carro era. No meio de tanta marca e modelo novo na rua, Nissan tem que fazer um esforço monstruoso pra ser notada.
O mercado está em ebulição e eu testando o Kicks. Nada poderia deixar mais feliz o Bichinho de Marketing que vive dentro de mim..

Entrei no Shopping Cidade São Paulo procurando uma Kalunga e vi a bagunça que o excesso de pessoas querendo provar os sorvetes e chás gelados da nova marca estava provocando.
Não se passaram nem onze meses entre prometerem pro Lula que iriam vir pra Terra Brasilis e começarem a vender seus sorvetes a três reais. Dizem que vão investir U$ 3,2 bilhões de dólares por aqui. E que vão ter mais de 20 mil empregados até 2030. Só pra 2026, estão falando de abrir entre 60 e 100 lojas. Para conseguir bater a meta, precisam abrir uma loja a cada dois dias e meio. Pelo jeito, vão ser mais rápidos do que a Oxxo.
Mixue já é maior do que McDonalds, no mundo. Mas é pouco multinacional, pois das 47 mil lojas que possui, 90% estão na China. Se compararmos com a americana, que tem somente três de cada dez nos Isteites, dá pra imaginar que a chinesa ainda tem muito para crescer. Vamos todos tomar chá e raspadinhas no futuro...
Mequi sentiu o golpe e baixou rapidamente o preço do seu sorvete. De R$ 4,50, ele agora custa os mesmos três reais que o Mixue, dentro do mesmo shopping. As lojas estão quase uma em frente à outra. O interessante é que o valor é o mesmo pro sabor baunilha e chocolate. No caso da nova empresa, o chocolate custa cinco reais. Então, o preço mais baixo é de quem?
A briga está só começando, mas já deu pra perceber que não é só no mercado de carros que os chineses têm pressa. Se a Mixue for bem, deveremos tr uma invasão de franquias chinesas nos próximos anos. Só pra lembrar, na China existem 660 mil lojas de bebidas ao estilo da Mixue, conforme a consultoria China Insights. Vamos ser todos brasileiros gordos...mas felizes...
Agora é entrar na fila e experimentar a novidade...

Nubank irá substituir a Allianz na fachada do estádio do Palmeiras, em São Paulo. E isso é coisa de gente grande. Primeiro, porque o valor do patrocínio anual vai quase dobrar, pulando de R$ 27 milhões para R$ 50 milhões. Segundo, porque a seguradora termina seu apoio seis anos antes, com direito a receber multa e tudo.
Foi pouco falado, mas acho que a Allianz respira aliviada. Desde que começou a patrocinar, sua participação de mercado caiu de 3,93% para 3,37%, mesmo com toda a visibilidade que o estádio dá. Colocar a culpa no Naming Right é sacanagem, pois tem tudo em volta, como preço, equipe de vendas e todo o resto do composto de marketing. Mas, livre da âncora da obrigação de colocar os 27 milhões só no estádio, vai sobrar dinheiro pra tentar reverter a queda.
Do lado do Nubank, tudo são flores. Vai estampar a marca no principal estádio em Terra Brasilis, até 2044, quando se fala de shows musicais. Esqueça Rock In Rio ou Lollapalooza. Somado os dois grandes eventos, em 2024, eles quase empatam em público com os 33 shows anuais do Allianz Parque (ops... um deslize... o nome vai mudar), tudo na casa de milhão de pessoas. Mas têm a vantagem de serem espalhados durante todo o ano, aumentando a presença da marca.
Aliás, essa é uma briga boa de se ver, qual dos bancos atinge maior público em shows. Em primeiro lugar, vem o Santander, com o show da Lady Gaga, 2 milhões nas areias de Copacabana. Depois entra o Nubank com seus futuros shows no Palmeiras, 1,3 milhão. Em terceiro, chega o Itaú e seus 800 mil pulantes adolescentes no Rock In Rio. Por último, o Bradesco, com os quase 300 mil excitados jovens do Lollapalooza. Quem converte mais novos clientes com esses patrocínios? Não sei. Só sei que Itaú continua líder em resultados financeiros.
Pra ativar o patrocínio, o banco já colocou comercial no Youtube e criou uma campanha pra escolha do nome do futuro espaço. Tem Nubank Parque, Nubank Arena e Parque Nubank. Eu já votei, por aquele que é mais gostoso de falar: Nubencarena. Coisa de mineiro, essa de juntar as palavras...