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Falácia é você, com argumentos verdadeiros, criar uma história falsa.

18/03/2025
Postado por: Murilo Moreno

Usar argumentos que parecem fazer sentido para enganar as pessoas a chegar numa conclusão errada. Pensei nisso quando vi o vídeo que o Piero Franceschi postou no LinkedIn (CLIQUE AQUI).

Não, não é uma questão com o Piero, mas com os robôs que a gente vê no vídeo. Nele, robôs humanóides estão sentados numa esteira de fábrica, separando pacotes com produtos, numa velocidade impressionantemente humana. Rápidos, como pessoas bem treinadas, mas lentos, para a velocidade que um ser eletrônico poderia alcançar.

Tenho uma sensação confusa de qual a intenção dos fabricantes quando fazem essas criaturas tão iguais ao ser humano. Cabeça, pernas, braços, mãos, dedos, tudo muito parecido ao que conhecemos. E, por isso mesmo, pouco eficiente. Por que esses robôs têm que ter somente dois braços? E pra que as pernas, se vão ficar 24 horas sentados? Minha primeira impressão é de que fazem da semelhança uma arma para não assustar as pessoas. E para, com isso, ir aos poucos evoluindo... dois braços, quatro, oito, dezesseis... Quando a gente perceber, cada um terá um formato que mais se adequar às necessidades.

Ai me lembro da bunda dos cavalos romanos e sua ligação com as bitolas dos trens bala japoneses. Conta a lenda que quando o engenheiro George Stephenson definiu a bitola dos trens, no século 18, a decisão pela distância de 1,43 metros entre os dois trilhos foi devido a ser essa a medida que os romanos, há dois mil anos, usavam em suas estradas. Na época de Cristo, eles já colocavam pedras nessa medida, para que as rodas das bigas passassem, sem se afundar na lama. E a largura do cavalo era a base pra esses cálculos. Passam-se os séculos e o trem corre a 320 km/h em dois trilhos que imitam as rodas de um meio que andava a meros 12 km/h.

Talvez seja essa a questão. É mais fácil e barato criar robôs para trabalharem no mesmo ambiente desenvolvido para os humanos do que sair reconstruindo fábricas e mais fábricas para melhorar a eficiência dos trabalhadores artificiais. Pode ser essa a razão pela qual todo vídeo deles trabalhando a gente vê luzes acesas no teto. Robô precisa de iluminação pra enxergar? Ou seus sensores funcionam com infravermelho ou raio lazer?

De todo modo, chego à conclusão que não se cria nada sem uma base inicial. A bunda dos cavalos estão para o trilho dos trens como a nossa está para os futuros melhores amigos dos homens.

É... o que move a evolução humana não é o cérebro, mas outra parte da anatomia...

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Postado por: Murilo Moreno
O caso Banco Master não pára de gerar susto após susto.

Semana passada, foi a vez da Reag sofrer liquidação extrajudicial, decretada pelo Banco Central. Agora, o Estadão divulga que o Ministro Haddad deu um ultimato pro Banco de Brasília, o BRB, pra que seja realizado um aporte de quatro bilhões de reais, pra evitar piores consequências. Lógico que o Ministério desmentiu. Mas onde há fumaça...

O banco estatal quase comprou 58% do concorrente, no começo do ano passado. Durante as negociações, assumiu uma carteira de créditos do banco do Vorcaro, no valor de R$ 12 bilhões. Só que de créditos inexistentes. O pior é que entre os pontos da negociação, o Daniel continuaria presidente do Master, além de virar conselheiro do BRB. E, com isso, viraria o mago das finanças brasileiro. Ainda bem que o BC não aprovou a compra. Seria uma cartada de mestre. Virou o começo do fim.

O que me impressiona é como se fala de bilhões de reais como se fosse trocado. Todo mundo que se envolveu nesse escândalo tinha empresa de bilhão. As Lojas Americanas abriram a porta do inferno com suas inconsistências contábeis e a sensação é que todo mundo está tentando bater o recorde dos desvios.

A grande questão que um caso como esse causa é a perda da credibilidade, em geral, no sistema financeiro. Todo fundo, toda corretora, todo banco, hoje é menos confiáveis. E qualquer boato cola mais fácil. Tanto que já tem golpista no mercado criando site pra que os prejudicados pelo Master possam resgatar seus prejuízos no Fundo Garantidor de Crédito. A pessoa entra no site atrás de informações e recebe um vírus de presente, no computador.

Deveremos ter mais sustos nas próximas semanas. O monte de coisa podre ainda não foi remexido o suficiente e deve continuar cheirando esquisito. A minha esperança é que sejam criadas novas regras que evitem a repetição do caso no futuro.

Como dizem, a esperança é a última que morre...

 

19/01/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Uma das coisas mais divertidas que conheço é o universo Disney.

Outra, são os confeitos da M&M. Imagine então as duas juntas.

Elas sabem disso. Tanto que, depois de terem inaugurado lojas dentro dos parques de Orlando, agora estão se juntando numa das collabs mais legais que já vi. Os mascotes da M&M vai se vestir de superhoróis da Marvel. O amarelo vai virar Wolverine, o vermelho será o Deadpool, o laranja passa a representar o russo Guardião Vermelho e por aí vai...

Disney comprou a Marvel em 2009 e, desde então, vem colocando sua máquina de fazer dinheiro em favor de retirar ganhar dólar possível das franquias. Os filmes de superheróis passaram a ser os líderes de bilheteria, sempre, e toda oportunidade que têm de aprovar mais um licenciamento é mais uma chance de trazer alguns dólares a mais.

Por outro lado, os mascotes da M&M passaram a ser quase celebridades nos Isteites. Lembra quando eles foram demitidos e substituídos pela comediante Maya Rudolph? E que depois voltaram, a pedido dos consumidores? Só faltava virarem personagens da Disney.

Não falta mais. As novas versões chegam em março, com embalagens e promoções (será que vai ter bichinho de pelúcia? Mentiiiiiiiraaa!!!) antes de embarcarem para outros 65 países. Vai ter superherói pra todo mundo.

Se minha bola de cristal estiver funcionando, o próximo passo é eles se fantasiarem dos personagens clássicos da Disney. Já vejo o marrom vestido de Mickey desfilando na frente do Castelo da Cinderela, que será a verde, de vestido e tudo.

Com tudo isso, Disney e Mars estão a um passo de se fundirem, não é mesmo? Alinhamento é o que não falta...

 

17/01/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Não me lembro, em toda a minha vida, de ter visto uma campanha publicitária do ECAD.

Por isso, me chamou muito a atenção o banner da instituição na capa da Meio e Mensagem. Ainda mais que a mensagem era "Patrocinador, Direito Autoral também é questão de ESG". O Bichinho de Marketing que vive dentro de mim ficou me perguntando o que uma coisa tem a ver com a outra.

Acontece que toda vez que uma música é tocada publicamente, por lei, o compositor e o produtor musical têm o direito de receber um valor. Ou seja, tocou, pagou. Quando você ouve o Spotify, a empresa paga pela execução, ouve no rádio, a emissora paga, vai num bar tomar um chopp, se tem música, o dono paga... mas tudo isso na teoria. Num país de Inconsistências Contábeis e bancos masters, na prática, nem sempre o dinheiro chega nas mão de quem a compôs. Ainda mais que o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição não tem poder de polícia. As empresas pagam por iniciativa própria.

O tema é confuso e a tabela de pagamento é mais ainda. Vai de um valor de R$ 107, num bar pequeno, até quase R$ 150 mil, numa rádio FM de alta potência. Mensalmente.

Aí, pra deixar o assunto mais "simples", a campanha fala de ESG. Chama a atenção do risco que a marca corre ao patrocinar shows que não pagam o ECAD. E sugere que as empresas passem a exigir a comprovação de que a taxa foi recolhida. Longo caminho torto pra tentar aumentar arrecadação. É como se o governo passasse a responsabilidade de cobrar o imposto das empresas para o consumidor. Tipo "você já conferiu se o supermercado pagou todos os impostos?"

Uma das missões da propaganda é deixar fácil o entendimento dos benefícios do produto, ou serviço, a ser adquirido. A função do ECAD não é simples, nem fácil. Mas juntar ESG com direitos autorais só conseguiu me deixar confuso. Talvez o meu Chato de Plantão esteja de mal humor.

Vou ouvir "Evidências" pra acalmar... mas vou perguntar por Spotify se ele pagou o ECAD...

 

16/01/2026
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