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A guerra dos sorvetes vem aí

19/10/2026
Postado por: Murilo Moreno

Como cantava Marina, "Vem chegando o verão... "e o Bichinho de Marketing que vive dentro de mim fica agitado. Sou viciado em sorvete e final do ano é tempo de novidades e mais novidades nesse mercado. Agora, de uma vez só, Froneri e The Magnum Ice Cream Company, as maiores fabricantes de gela-goela do mundo, anunciam seus novos sabores.

Froneri usa a #Lacta como base pra colocar no mercado mais um picolé baseado em chocolates da #Mondelez. Dessa vez, o Bis virá Biscolé (trocadilho de quem já tem o Morumbis no curriculum). E a Magnum coloca o panetone Bauducco no palito, junto com sua marca local, a #Kibon. De comum, só a questão de que os picolés ainda não chegaram no mercado. E que vão ter "sabor de".

Não vou discutir os sabores, vou prová-los todos, quando estiverem nos freezers. Mas vale um olhar para essa guerra que está parecendo que vem por aí. Kibon estava morta nas mãos da Unilever. Prioridades de investimento faziam da empresa o patinho feio da multinacional. Então foi separada numa nova empresa e isso deu a liberdade de fazer o que a Froneri já tinha conseguido, quando deixou de ser Nestlé. São processos e histórias diferentes, mas o resultado é parecido. As duas ganharam liberdade para serem o que são.

Mas sorvete não sobrevive nas gôndolas. Precisa de refrigeração. O que significa que o gargalo para o crescimento esbarra no freezer, no ponto de vendas. Não precisa ser muito observador pra perceber que as geladeiras da Kibon sumiram do mercado. Quer dizer, sumiram, considerando que, antigamente, cada esquina tinha uma, pelo menos. Então, só tem um jeito de crescer: colocar os vendedores pra convencer donos de padaria, lojas de conveniência e outros lugares a aceitar um freezer em comodato. E comprar carrinhos novos pra invadir as praias brasileiras durante os próximos meses.

Diria que este verão ainda vai ser um teaser do que vem por aí. Uma quer crescer, a outra não vai querer perder espaço. E entre elas, um tanto de outras marcas abriram espaço nos pontos de vendas, o que deixa a guerra mais doce.

O Bichinho está feliz porque vai ter muita água pra passar debaixo da ponte. Só não me peça pra subir na balança nos próximos meses...

 

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Postado por: Murilo Moreno
Pringles transforma a latinha em urna funerária

Halloween, para os americanos, é um assunto sério. Aquela coisa das crianças sairem de casa em casa pedindo balas e gritando "Doces ou travessuras" tem em tudo quanto é filme de terror e está chegando em Terra Brasilis aos poucos. Tem #marca já se aventurando no universo das mortes e cemitérios, como minha amada #Fanta, mas somos amadores, comparado com o que as pessoas e empresas fazem nos Isteites.

Ontem, Pringles lançou a promoção definitiva, pra quem ama a batata redonda. Você se inscreve e concorre a uma urna funerária pra seus familiares guardarem suas cinzas, quando for cremado. Estão reproduzindo o que o criador da latinha das batatas fez, quando foi enterrado dentro de uma delas (lógico que ele foi cremado antes, né... dahn...). E pra você não ir para o além com fome, ainda ganha um suprimento do produto pra duzentos anos de vida. Você e as próximas gerações de filhos, netos e bisnetos.

Amei a promoção, o comercial e a mudança no logotipo da Pringle’s. Os executivos não tiveram dúvida de substituir os olhos por dois X, reforçando a ideia da morte. Como disse o executivo da Mars, os jovens da Geração Z tem um humor para esse tipo de absurdo de fazer inveja. O mais legal é ver os detalhes da produção. Tem um computador com tela de tubo e um telefone fixo vermelho na mesa do dono da funerária. Quer objetos mais mortos do que esses?

A promoção só vai ver a luz do dia por pouco mais do que uma semana e só vale nos EUA. Parece que brincar com a morte pode, mas brincar demais pode ser um sinal de má sorte…

16/10/2026
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Postado por: Murilo Moreno
O pato que virou cisne no Salão de Paris

O Salão do Automóvel de Paris começou hoje e não está pra brincadeira de criança (hahaha, desculpe o trocadilho infame). Parece que os europeus acordaram e resolveram contra-atacar os chineses. E entre as novidades, a que me chama mais a atenção é a apresentação do carro-conceito Multiplay da Fiat.

Não é uma SUV, não é uma MPV, nem é uma pickup. É os três ao mesmo tempo e isso me lembra um pato: não voa direito, não nada direito, nem nada. Mas é, ao mesmo tempo, um cisne... lindo. O comercial criado para divulgar a novidade é ainda melhor, pois conta as inovações que a montadora trouxe aos longo dos anos, no seu modelo esquisito Multipla. O bom é que o "neto" do primeiro modelo, dos anos 1950, agora, além de bonito, é divertido.

Inventaram um teto que funciona ao contrário do teto solar. Você aperta um botão e ele corre pra frente e transforma o carro numa pickup. Aperta de novo e ele volta a ser uma MPV (Multi Purpose Vehicle, ou Veículo Multiuso, ou... pato). Legal é ver que promoveram os pets a um membro real das famílias, com direito a assento próprio. Só isso já seria motivo pro carro vender que nem água. O vídeo ainda mostra o Multiplay virando um deck pra tomar sol. E, tudo, com um conceito espetacular: O jeito Fiat de fazer carros e milagres, embalado pela música My Way do Sinatra.

A briga contra os chineses está virando séria mesmo e a montadora italiana resolveu colocar todo o bloco na rua. Chega oficialmente no mercado a família Grizzly, um SUV e um fastback, que correm o risco de chegar em Terra Brasilis, depois do Argo X, que deve estrear até 2027. Lá na Europa, tudo chega em versões elétricas, combustão ou um pouco dos dois, as híbridas. Por aqui, só o tempo dirá...

Passado o encantamento, o Bichinho de Marketing que vive dentro de mim me chamou a atenção pra #marca Fiat colorida. Será que vem aí mais uma mudança, ou é só pra comemorar as novidades? No site e no comercial, a novidade em cores e a tradicional branca convivem lado a lado. Mas venhamos e convenhamos. A colorida é mais divertida e combina melhor com o Multiplay.

Sei lá, mas acho que a Fiat está inaugurando um novo segmento de carros... você compra quatro rodas e leva diversão pra casa...

12/10/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Volkswagen Caminhões entra no jogo das vans

Volkswagen Caminhões fez com a Mercedes Benz o que a Fiat fez com a Volks: roubou a liderança de mercado pouco mais de duas décadas depois de ter fincado os pés em Terra Brasilis. No caso dos pesados, a alemã demorou 22 anos depois do fim da Autolatina. Para a italiana, foram 25 anos. Coincidentemente, as quatro estão disputando liderança em 2026.

Mercedes está pouco menos de meio porcento na frente. É um nada. Qualquer vacilo e perde a posição. Freou depois na curva e o concorrente passa. Pelo seu lado a Volks já anunciou que vai turbinar seu motor, entrando no mercado de Vans, de carga e passageiros, com um modelo importado da... China! Pois é, parece que todo mundo está olhando praquele país como a solução de todos os problemas. E é de lá que virá a van Saic Maxus com a bolacha da fabricante da Kombi.

Aliás, é curioso ver o comercial que a montadora colocou no Youtube e que está veiculando em meios como o Valor Econômico. Começa exatamente com a antiga Kombi, a que inaugurou a fabricação brasileira da sua coirmã de carros de passeios. Ou seja, resgata o modelo dos anos de 1950 para, sutilmente, dizer que tem knowhow. Ela questiona o ditado popular que diz que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar pra falar que a nova van seria a nova geração de produtos da marca. Sete raios, sete gerações.

O modelo vai ser apresentado oficialmente no #Fenatran, a feira de veículos comerciais que acontece em São Paulo, em novembro, e vai ser vendido na sua rede. Resta imaginar que a versão de passageiros pode, num futuro, estar também nas mais de 470 concessionárias de automóveis (e quem sabe até a de carga). Fiat não tem a Ducato? Porque a Volks não poderia também?

Se der tudo certo, o movimento vai dificultar a volta da Mercedes ao ponto alto do podium, pelo menos em 2027, pois a Sprinter parece nunca ter sido levada a sério pela empresa. Potencial tem, mas vai e volta ao sabor do câmbio. Agora resta saber o que vai acontecer no mercado de carros de passeio, que também está em ebulição.

Por essas e outras que vivo repetindo: Adoro essas aulas de marketing ao vivo!

11/10/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Até ladrão na Europa é chique

Se esse roubo não virar filme, pelo menos o livro vai virar um bestseller. Você já sabe do que eu estou falando: o roubo de 30 mil garrafas de vinhos, da Marchesi Antinori, na Itália, que juntas valem mais de 28 milhões de reais. Apesar de eu saber que existem pessoas que possuem adegas caríssimas, nunca pensei que houvesse algum tipo de ladrão pra isso.

Mas, peraí! Não foi na terra dos romanos que também roubaram um caminhão de Kit Kat? Dá pra perceber é que os meliantes italianos têm bom gosto… Eu tenho uma teoria de que existe um certo tipo de ladrão que acorda, toma café com os filhos, dá um beijo na esposa e diz: "vou trabalhar e daqui a pouco eu volto". Aí, passa o dia inteiro imaginando um jeito de ganhar dinheiro sem ser pego pela polícia. Ou seja, o máximo de retorno com o mínimo de risco.

Pela facilidade com que os ladrões entraram no fim de semana no depósito da vinícola, desligaram o sistema de segurança, encheram dois caminhões com as 30 mil garrafas e desapareceram, essa empresa não deve ter Verisure. Fiquei lembrando os comerciais falando que, a qualquer movimento, o alarme manda mensagem pra polícia, e pensando que as câmeras da vinícola são somente pra reproduzir o que aconteceu. Mais ou menos, como um filme na sessão da tarde. Você até assiste, mas já sabe o final.

O interessante é lembrar que esse não é o primeiro roubo deste tipo em 2026. Assaltaram também a Barolo, talvez pra treinar, e agora arrebentaram a boca do balão. Se idade fosse experiência, a Marchesi Antinori seria a empresa mais difícil de ser roubada do mundo, já que existe desde 1385…

Bom lembrar os salafrários que os vinhos são todos marcados com selo anti fraude. Quer dizer que, se houver tsunami de vinhos caros sendo vendidos a preço de banana, vai ser fácil saber se veio desse lote. Mas sempre que vejo um roubo como esse, fico pensando quem vai aceitar receber a mercadoria. Sempre tem um receptor, pois ladrão não trabalha de graça. A não ser que os sete italianos desejem tomar um pileque histórico.

De todo modo, já estou esperando a campanha de marketing da Marchesi Antinori a la Nestlé. Se com chocolate de R$ 2,50 a agência conseguiu fazer história, acredito que uma garrafa de quase dois mil reais deixe a criação ainda mais criativa.

No final, o que mais me impressiona é que até ladrão, na Europa, é chique…

 

10/10/2026
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