Depois de 15 anos lutando contra um câncer, Oscar Schmidt foi fazer cestas noutro plano. Mais um ídolo que se vai, para nos lembrar que a vida é finita. Oscar foi o nosso Pelé do basquete e, impressionantemente, o recordista mundial de cestas até 2024, quando finalmente Lebron James bateu seus mais de 49 mil pontos
Tive a sorte de fazer uma propaganda com ele, no meu tempo de Fiat. Profissional, veio e gravou de primeira. Era um comercial de TV de uma série especial do Siena, comemorativa dos 500 anos de descoberta do Brasil. A ideia foi mostrar o espaço do porta-malas e, de quebra, lembrar que o modelo era o primeiro carro popular com a sexta marcha. Cesta, sexta... entendeu o trocadilho?
Diferentemente de Oscar, o carro foi um fiasco de vendas. Primeiro carro nacional com embreagem automatizada, o câmbio inovava na época, mas com uma demora em fazer a troca que deixava todo cliente doido de raiva. Nem o carisma do jogador salvou o modelo.
Fico triste com a despedida tão cedo do Oscar. 68 anos é muito jovem, nos dias de hoje. Mas deixo minha homenagem e meu agradecimento. Obrigado pelos bons momentos. E vai em paz!
Cheio de planos, deveria ser a entrada no mundo dos Refreshers. A iniciativa foi um sucesso e um fracasso. Ou um fracasso e um sucesso. Sei lá.
Fracasso porque, dois anos depois, as oito lojas que foram abertas não existem mais. Sucesso porque, agora, 500 McDonalds passaram a vender as bebidas criadas para diferenciar as duas redes. E olha que faltam ainda 13.500 lojas, só nos Isteites. Alguém lá dentro deve ter dito: "a gente já não tem o McCafé? Não é melhor vender as bebidas lá e crescer as vendas sem ter que construir novos restaurantes?". Independente do que aconteceu, a empresa fez que nem as startups. Pivotou. Ou seja, mudou tudo pro lado que parece dar mais certo.
Esse movimento é uma reação tardia ao sucesso americano da Starbucks e seus refreshers. A marca é tida como a criadora, em 2012, dessas bebidas que são tudo. Chás, limonadas, cafés, refrigerantes, qualquer bebida. Desde que fria, cheio de gelo, com cores vibrantes e servidas em copos transparentes. Tudo pra virar uma foto no Instagram das Gerações Z e Alpha. Agora não basta só matar a sede. Tem que postar foto nas redes, pra matar a fome de likes também.
Méqui está atrasado. Toda rede americana tem uma versão pra chamar de sua. Prometeu entrar com preço mais baixo, pra ganhar mercado rapidamente. Os refreshers ajudam, pois são água com um gostinho, pois os copos só têm gelo. Significa que a margem é alta e dá pra brincar com a oferta.
Aqui, no Brasil, as duas redes estão tentando ver se a onda pega. Starbucks já tem suas bebidas intagramáveis e, em agosto passado, criou o RefresherDay, quando qualquer cliente que postasse uma foto ganharia um copo da bebida. Já o Méqui tinha feito uma versão do Sprite, em abril de 2024, com gostos de tangerina e de maçã. Só faltou a empresa entender que colocar em copo de papel não dá chance pros candidatos a influencers de postarem algo legal...
De todo jeito, esse movimento do Mequi americano deve chegar aqui em Terra Brasilis. E não vai ser surpresa se a gente ver propaganda do KFC, do Burger King e de tantas outras redes entrando na briga.
Como vivo dizendo, adoro essas aulas de marketing ao vivo!

Numa esquina de SP, motoqueiro levou o aparelho. Simples assim. Em pleno sol do dia, num cruzamento movimentado, o ladrão fugiu, escondido pelo capacete.
Passado o susto, hora de ligar pros bancos e bloquear as contas. Sobrou pra mim ligar para a operadora do celular, já que o plano é corporativo. Disco o número da empresa e caio numa URA, aqueles atendimentos robóticos de opções longas e que já foram proibido por lei. Disco CNPJ, clico o nove e me atende um ser que, depois de ouvir meu caso, me diz "Aqui é só atendimento de pessoa física. O telefone de linhas corporativas é outro." Pergunto porque então disquei o CNPJ da empresa, se isso não direciona pro lugar certo. Ele me deixa no ar, simplesmente desligando na minha cara.
Ligo pro "número certo". Depois de lidar novamente com uma loooooonga URA, a atendente me explica que aquele número é para pendências financeiras e me manda ligar novamente pro telefone inicial. Nervoso com esse vai e vem, faço mais uma ligação pro número inicial. Nova espera na linha, depois de uma loooooooooooooonga URA, e outra vez, mais um atendente fala que estou no lugar errado. "Eu só atendo pessoa física, vou lhe transferir para a área de pessoa jurídica."
Pergunto porque estou sendo transferido de telefone pra telefone, de atendente para atendente. A única coisa que recebo de resposta é uma musiquinha de espera, no meio da minha frase. Enquanto isso, só consigo pensar no ladrão entrando nas contas da Bella e tirando o dinheiro. A operadora parece ajudar o amigo do alheio, me enrolando e demorando a resolver meu problema.
Finalmente bloqueio a linha , 28 minutos depois da primeira tentativa. Uma hora depois, meu whatsapp chama e é da operadora. A mensagem me diz que preciso fazer alguns ajustes, pra que minhas linhas funcionem adequadamente. Chamo a atendente, que me diz que tem uma mega oferta pra mim, pra eu renovar o "contrato de fidelidade". Pergunto se ela vai resolver meu problema de roubo. Ela nem se dá ao luxo de tentar entender meu problema. "Sou da área de vendas, isso é em outro telefone..."
Engraçado. Quando chega o boleto pra pagar, não recebo mais de um, separados por áreas. Talvez seja a hora de eu trocar de empresa...

Não a empresa, mas a pessoa, pois quando se muda um diretor de marketing, muda-se também o estilo de aprovação de novos comerciais. Diria que foi isso que aconteceu no Itaú.
Meio do ano passado, Juliana Cury assumiu a cadeira mais poderosa da propaganda brasileira, substituindo o eterno Eduardo Tracanella. Todo novo xerife demora um tempo pra colocar seu estilo. Mas coloca. A campanha da Copa do Mundo, que estreiou esta semana, com direito a Ronaldinho, Alcaraz, Rebeca Andrade e a menininha da "Ispelansa", traz um novo jeitão.
Sai o tom institucional, do banco sério e competente, entra o humor, alegre e leve. Mas não se engane. Não é comédia. É bom humor. A ponto dos torcedores cantarem o antigo hino da Copa do Itaú (mostra tua força Brasil...) e o motorista comentar: "Essa é melhor não, ein?". Quase um "Sai pra lá Urucubaca!"
Talvez seja esse tom que o maior banco privado brasileiro, em receita, precise pra enfrentar o maior banco privado brasileiro, em correntistas, o Nubank. Itaú passou por uma cirurgia plástica na publicidade e parece mais jovem. Precisa dessa mudança urgentemente, pra continuar atraindo novos, e polpudos, consumidores.
Lógico que uma andorinha só não faz verão e precisamos esperar os próximos comerciais pra entender se a linha de comunicação mudou ou se foi apenas um comercial de ocasião. Mas que chegou nova xerife na área, ah! isso chegou...
Será que vou acertar o nome? A ideia de colocar o consumidor para votar na preferência é ótima, só que o grande problema é apagar o nome já consolidado de Allianz Parque.
Na minha coluna desta semana no portal R7 entro nessa discussão: como fazer para substituir um nome já consagrado? Será que as pessoas trocam o nome de um lugar, só porque alguém está pagando?
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O Bichinho do Marketing que vive dentro de mim agradece.