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O Agente Secreto é o segundo filme que emplaca a indicação ao Oscar de Melhor Filme.

24/01/2026
Postado por: Murilo Moreno

Repete o feito do "Ainda estou aqui", que ano passado quase beliscou essa estatueta. Levou a de filme estrangeiro, acabando com nosso jejum. Antes disso, poucas vezes tivemos essa boa notícia.

Temos concorrido às "Indicações da Academia", de tempos em tempos. Como voos de galinha. Sabe? Bate as asas, parece que vai voar, voa pequenos trechos, de forma estranha, e acaba pousando rapidamente. Nunca decola de verdade. Filmes brasileiros já concorreram em 1963, final dos anos 1990, começo dos anos 2000 e agora, novamente. Mas nunca dois anos seguidos.

O ponto alto das indicações é que, novamente, vamos concorrer ao prêmio de Melhor Filme. Aquele do final da premiação, quando você já está assistindo meio sonolento, com um olho já fechado. Torcendo pra que nenhum Forrest Gump ou Titanic apareça pra estragar a festa.

Algumas coisas aconteceram pra essa chuva de boas notícias. Uma, a criação do Fundo Setorial do Audiovisual, o FSA. Outra, que os produtores aprenderam a cacarejar.

O FSA foi criado em 2006 para financiar grandes produções cinematográficas brasileiras. A ideia foi usar o dinheiro de impostos arrecadados, na área, pra novas produções. Você vai lá, apresenta seu projeto e recebe a ajuda. Se o filme tiver lucro, o dinheiro volta. Pra impulsionar novos filmes. Para o Agente foram R$ 7,5 milhões, dos 28 que ele custou. Deve voltar cada centavo emprestado.

E aí entram a hashtag#Neon, pro Agente, e a Sony, pro Ainda. As duas distribuidoras sabem como falar com o público americano. E com os críticos. Os filmes estavam nos cinemas dos Isteites antes da votação dos indicados. E isso faz a diferença. Parece que quanto mais barulho melhor.

O que a gente aprende é que, no fundo, as galinhas são a melhor escola pra quem quer ganhar um Oscar. O ovo pode ser pequeno. Mas se não cacarejar alto, ninguém vai saber que você existe. Só assim pra voarmos mais alto.

 

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Postado por: Murilo Moreno
Roubaram o iPhone da minha esposa.

Numa esquina de SP, motoqueiro levou o aparelho. Simples assim. Em pleno sol do dia, num cruzamento movimentado, o ladrão fugiu, escondido pelo capacete.

Passado o susto, hora de ligar pros bancos e bloquear as contas. Sobrou pra mim ligar para a operadora do celular, já que o plano é corporativo. Disco o número da empresa e caio numa URA, aqueles atendimentos robóticos de opções longas e que já foram proibido por lei. Disco CNPJ, clico o nove e me atende um ser que, depois de ouvir meu caso, me diz "Aqui é só atendimento de pessoa física. O telefone de linhas corporativas é outro." Pergunto porque então disquei o CNPJ da empresa, se isso não direciona pro lugar certo. Ele me deixa no ar, simplesmente desligando na minha cara.

Ligo pro "número certo". Depois de lidar novamente com uma loooooonga URA, a atendente me explica que aquele número é para pendências financeiras e me manda ligar novamente pro telefone inicial. Nervoso com esse vai e vem, faço mais uma ligação pro número inicial. Nova espera na linha, depois de uma loooooooooooooonga URA, e outra vez, mais um atendente fala que estou no lugar errado. "Eu só atendo pessoa física, vou lhe transferir para a área de pessoa jurídica."

Pergunto porque estou sendo transferido de telefone pra telefone, de atendente para atendente. A única coisa que recebo de resposta é uma musiquinha de espera, no meio da minha frase. Enquanto isso, só consigo pensar no ladrão entrando nas contas da Bella e tirando o dinheiro. A operadora parece ajudar o amigo do alheio, me enrolando e demorando a resolver meu problema.

Finalmente bloqueio a linha , 28 minutos depois da primeira tentativa. Uma hora depois, meu whatsapp chama e é da operadora. A mensagem me diz que preciso fazer alguns ajustes, pra que minhas linhas funcionem adequadamente. Chamo a atendente, que me diz que tem uma mega oferta pra mim, pra eu renovar o "contrato de fidelidade". Pergunto se ela vai resolver meu problema de roubo. Ela nem se dá ao luxo de tentar entender meu problema. "Sou da área de vendas, isso é em outro telefone..."

Engraçado. Quando chega o boleto pra pagar, não recebo mais de um, separados por áreas. Talvez seja a hora de eu trocar de empresa...

 

17/04/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Sempre falo pros meus alunos da ESPM que eles precisam conhecer o cliente pra quem estão trabalhando.

Não a empresa, mas a pessoa, pois quando se muda um diretor de marketing, muda-se também o estilo de aprovação de novos comerciais. Diria que foi isso que aconteceu no Itaú.

Meio do ano passado, Juliana Cury assumiu a cadeira mais poderosa da propaganda brasileira, substituindo o eterno Eduardo Tracanella. Todo novo xerife demora um tempo pra colocar seu estilo. Mas coloca. A campanha da Copa do Mundo, que estreiou esta semana, com direito a Ronaldinho, Alcaraz, Rebeca Andrade e a menininha da "Ispelansa", traz um novo jeitão.

Sai o tom institucional, do banco sério e competente, entra o humor, alegre e leve. Mas não se engane. Não é comédia. É bom humor. A ponto dos torcedores cantarem o antigo hino da Copa do Itaú (mostra tua força Brasil...) e o motorista comentar: "Essa é melhor não, ein?". Quase um "Sai pra lá Urucubaca!"

Talvez seja esse tom que o maior banco privado brasileiro, em receita, precise pra enfrentar o maior banco privado brasileiro, em correntistas, o Nubank. Itaú passou por uma cirurgia plástica na publicidade e parece mais jovem. Precisa dessa mudança urgentemente, pra continuar atraindo novos, e polpudos, consumidores.

Lógico que uma andorinha só não faz verão e precisamos esperar os próximos comerciais pra entender se a linha de comunicação mudou ou se foi apenas um comercial de ocasião. Mas que chegou nova xerife na área, ah! isso chegou...

 

16/04/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Que tal você testar o novo Kicks e acabar de uma vez por todas com esse seu preconceito contra motores 1.0?

O convite partiu do Rogério Louro, diretor de comunicação da Nissan, depois dele ler minha avaliação do VW Tera. Mais do que depressa, topei.

Falar da japonesa pra mim é difícil, pois trabalhei por lá durante quase cinco anos, quando, meus colegas e eu, levamos a montadora do 12º para o 6º lugar em vendas. Bastou uma canetada nas leis para ela despencar, pressionada pelos novos impostos, criados para parar marcas como Jac e Nissan.

O engraçado é que o mundo automotivo parece ser cíclico e estamos vendo, agora, novas discussões sobre como segurar a invasão chinesa. Na semana passada, quase que ao mesmo tempo, BYD e Stellantis colocaram mais lenha na fogueira dessa discussão. O VP da chinesa, Alexandre Baldy, chamou a atenção para a tomada da liderança por sua empresa, quando se consideram somente as vendas no show room. À frente da VW e da Fiat.

Coincidentemente, Antonio Filosa, CEO mundial da Stellantis, falou pra imprensa sobre a necessidade de se criar "mecanismos de equalização" frente às chinesas, para se manter a competitividade das montadoras tradicionais. Convocou o Governo brasileiro para o baile, quando cita que o sucesso vermelho é resultado de um planejamento "Governo + Montadoras", feito há 20 anos.

Chineses pra todo lado, tradicionais brigando pra manter mercado... e eu, rodando de Kicks pelas ruas de São Paulo.

Lógico que vou falar do motor daqui a alguns dias, mas já deu pra perceber que a tecnologia vai acabar me convencendo. Só digo o seguinte: Todo mundo que olha, se espanta com a beleza do carro. Com seu desenho quadradão, parece ser maior e mais imponente do que é. E diversas pessoas me pararam pra perguntar que carro era. No meio de tanta marca e modelo novo na rua, Nissan tem que fazer um esforço monstruoso pra ser notada.

O mercado está em ebulição e eu testando o Kicks. Nada poderia deixar mais feliz o Bichinho de Marketing que vive dentro de mim..

 

13/04/2026
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