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Em 2020, a Liquigas foi vendida.

12/08/2025
Postado por: Murilo Moreno

A empresa era da Petrobras e foi privatizada, seguindo o mesmo destino da BR Distribuidora, que foi sendo transferida pra iniciativa privada desde 2017 e se tornou 100% Vibra em 2021. Ano passado, o Governo anunciou que quer os postos de volta. Agora, divulgou que vai voltar pro mundo dos botijões de gás.

Arrependeu-se? Não, mudou de estratégia. E não precisa ir muito longe pra perceber isso. No canal de Youtube da estatal, os vídeos agora falam da Transição Energética Justa. Mas o que é isso?

O termo não é tão novo assim, pois foi criado pelos sindicatos dos Isteites, nos anos de 1970, e adotado oficialmente a partir da COP24, em 2018. Significa o esforço global para que trabalhadores e as sociedades dependentes da indústria do petróleo não sejam prejudicados com a mudança repentina da produção de energia para fontes renováveis. Tipo "Tá bom, topamos mudar e poluir menos, mas vai devagar, se não vai ter muita gente sofrendo".

Pra fazer essa Transição Justa, o governo precisa que a Petrobrás participe do mercado das várias formas de geração energética. Por isso, já anunciou seus investimentos em energia eólica e solar. Serão mais de 5 bilhões de dólares para conquistar 10% dos mercados dessas energias renováveis, até 2028.

Mas sem controlar os preços, esse objetivo dificilmente será alcançado. O preço do botijão, por exemplo, subiu como um foguete. E a margem das poucas distribuidoras disparou ainda mais. Enquanto a inflação acumulada foi de 33%, o valor do gás subiu 92%. Por isso, o Governo olha e vê um oligopólio. E pra combater, nada melhor do que alguns bilhões de investimento pra colocar seus caminhões tocando 'Pour Elise' nas ruas.

Todos esses movimentos mostram que a volta da Petrobrás para a distribuição de gás de cozinha não foi definida pelo lucro e sim pelo propósito social. Agora é acompanhar e ter certeza que cada centavo está sendo aplicado nos lugares certos.

Afinal, o propósito é lindo, mas a tentação é sempre grande...

 

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Postado por: Murilo Moreno
O caso Banco Master não pára de gerar susto após susto.

Semana passada, foi a vez da Reag sofrer liquidação extrajudicial, decretada pelo Banco Central. Agora, o Estadão divulga que o Ministro Haddad deu um ultimato pro Banco de Brasília, o BRB, pra que seja realizado um aporte de quatro bilhões de reais, pra evitar piores consequências. Lógico que o Ministério desmentiu. Mas onde há fumaça...

O banco estatal quase comprou 58% do concorrente, no começo do ano passado. Durante as negociações, assumiu uma carteira de créditos do banco do Vorcaro, no valor de R$ 12 bilhões. Só que de créditos inexistentes. O pior é que entre os pontos da negociação, o Daniel continuaria presidente do Master, além de virar conselheiro do BRB. E, com isso, viraria o mago das finanças brasileiro. Ainda bem que o BC não aprovou a compra. Seria uma cartada de mestre. Virou o começo do fim.

O que me impressiona é como se fala de bilhões de reais como se fosse trocado. Todo mundo que se envolveu nesse escândalo tinha empresa de bilhão. As Lojas Americanas abriram a porta do inferno com suas inconsistências contábeis e a sensação é que todo mundo está tentando bater o recorde dos desvios.

A grande questão que um caso como esse causa é a perda da credibilidade, em geral, no sistema financeiro. Todo fundo, toda corretora, todo banco, hoje é menos confiáveis. E qualquer boato cola mais fácil. Tanto que já tem golpista no mercado criando site pra que os prejudicados pelo Master possam resgatar seus prejuízos no Fundo Garantidor de Crédito. A pessoa entra no site atrás de informações e recebe um vírus de presente, no computador.

Deveremos ter mais sustos nas próximas semanas. O monte de coisa podre ainda não foi remexido o suficiente e deve continuar cheirando esquisito. A minha esperança é que sejam criadas novas regras que evitem a repetição do caso no futuro.

Como dizem, a esperança é a última que morre...

 

19/01/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Uma das coisas mais divertidas que conheço é o universo Disney.

Outra, são os confeitos da M&M. Imagine então as duas juntas.

Elas sabem disso. Tanto que, depois de terem inaugurado lojas dentro dos parques de Orlando, agora estão se juntando numa das collabs mais legais que já vi. Os mascotes da M&M vai se vestir de superhoróis da Marvel. O amarelo vai virar Wolverine, o vermelho será o Deadpool, o laranja passa a representar o russo Guardião Vermelho e por aí vai...

Disney comprou a Marvel em 2009 e, desde então, vem colocando sua máquina de fazer dinheiro em favor de retirar ganhar dólar possível das franquias. Os filmes de superheróis passaram a ser os líderes de bilheteria, sempre, e toda oportunidade que têm de aprovar mais um licenciamento é mais uma chance de trazer alguns dólares a mais.

Por outro lado, os mascotes da M&M passaram a ser quase celebridades nos Isteites. Lembra quando eles foram demitidos e substituídos pela comediante Maya Rudolph? E que depois voltaram, a pedido dos consumidores? Só faltava virarem personagens da Disney.

Não falta mais. As novas versões chegam em março, com embalagens e promoções (será que vai ter bichinho de pelúcia? Mentiiiiiiiraaa!!!) antes de embarcarem para outros 65 países. Vai ter superherói pra todo mundo.

Se minha bola de cristal estiver funcionando, o próximo passo é eles se fantasiarem dos personagens clássicos da Disney. Já vejo o marrom vestido de Mickey desfilando na frente do Castelo da Cinderela, que será a verde, de vestido e tudo.

Com tudo isso, Disney e Mars estão a um passo de se fundirem, não é mesmo? Alinhamento é o que não falta...

 

17/01/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Não me lembro, em toda a minha vida, de ter visto uma campanha publicitária do ECAD.

Por isso, me chamou muito a atenção o banner da instituição na capa da Meio e Mensagem. Ainda mais que a mensagem era "Patrocinador, Direito Autoral também é questão de ESG". O Bichinho de Marketing que vive dentro de mim ficou me perguntando o que uma coisa tem a ver com a outra.

Acontece que toda vez que uma música é tocada publicamente, por lei, o compositor e o produtor musical têm o direito de receber um valor. Ou seja, tocou, pagou. Quando você ouve o Spotify, a empresa paga pela execução, ouve no rádio, a emissora paga, vai num bar tomar um chopp, se tem música, o dono paga... mas tudo isso na teoria. Num país de Inconsistências Contábeis e bancos masters, na prática, nem sempre o dinheiro chega nas mão de quem a compôs. Ainda mais que o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição não tem poder de polícia. As empresas pagam por iniciativa própria.

O tema é confuso e a tabela de pagamento é mais ainda. Vai de um valor de R$ 107, num bar pequeno, até quase R$ 150 mil, numa rádio FM de alta potência. Mensalmente.

Aí, pra deixar o assunto mais "simples", a campanha fala de ESG. Chama a atenção do risco que a marca corre ao patrocinar shows que não pagam o ECAD. E sugere que as empresas passem a exigir a comprovação de que a taxa foi recolhida. Longo caminho torto pra tentar aumentar arrecadação. É como se o governo passasse a responsabilidade de cobrar o imposto das empresas para o consumidor. Tipo "você já conferiu se o supermercado pagou todos os impostos?"

Uma das missões da propaganda é deixar fácil o entendimento dos benefícios do produto, ou serviço, a ser adquirido. A função do ECAD não é simples, nem fácil. Mas juntar ESG com direitos autorais só conseguiu me deixar confuso. Talvez o meu Chato de Plantão esteja de mal humor.

Vou ouvir "Evidências" pra acalmar... mas vou perguntar por Spotify se ele pagou o ECAD...

 

16/01/2026
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