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Não pode, Galvão. Quer dizer? pode? bem? depende do juiz, Coco Bambu.

08/08/2025
Postado por: Murilo Moreno

É impressionante como algumas questões têm decisões diferentes na justiça das Terras Brasilis dependendo de quem esteja julgando. Há dois anos, a rede de sanduíches Madero ganhou o direito de voltar a usar o slogan “O Madero faz o melhor hambúrguer do mundo”. Estranhamente, ela tinha sido questionada pela Burger King, num momento de rabugice, mal-humor mesmo, pois a marca americana vive usando e abusando de provocações e artimanhas em suas comunicações.

BK alegou que a concorrente não podia se vangloriar de ser o melhor, sem provar. O Supremo Tribunal Federal considerou que o consumidor era grandinho o suficiente para entender que aquilo era uma figura de linguagem. Do mesmo jeito quando alguém fala que sua mãe é a melhor mãe do mundo. Todo mundo entende, de acordo com o STF, que isso é marketing e, por isso, pode desconsiderar.

Aí vem o Coco Bambu e, de uma forma até humilde, fala que é o melhor restaurante do Brasil. Nem falou que era do mundo. Se contentou de ser o melhor somente para os 215 milhões de brasileiros e brasileiras. Mas a rede americana Outback se incomodou e entrou na justiça, depois de uma reclamação no Conar. Perdeu e foi proibida de continuar reclamando.

Ai, quem foi pra segunda instância foi o Conar. Que ganhou e viu o juiz proibir o restaurante de peixes de se auto-vangloriar como o número um. Esse novo julgamento considerou que esse tipo de exagero só pode ser usado quando for fantasioso ou subjetivo. E ser o melhor é um fator objetivo, de acordo com o juiz.

Para o relator do caso, se falasse que era o restaurante mais saboroso até podia. Ou o mais bonito, pois depende da opinião pessoal de quem fala. Mas melhor? Para ele, isso é objetivo suficiente para ser exigido comprovação.

A justiça americana utiliza-se o conceito de prevalência. Se um tipo de caso já foi julgado anteriormente, a sentença mais antiga é base pra decisão. No Brasil, parece que estamos mais para "cada cabeça, uma sentença"...

Cabe ainda recurso no hashtag#STF. Quem sabe o resultado não volte a mudar?

PS - Independente do que os juízes achem, a minha mãe era a melhor mãe do mundo. Indiscutivelmente...

 

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Postado por: Murilo Moreno
O Bichinho de Marketing que vive dentro de mim

O Bichinho de Marketing que vive dentro de mim olhou pro Rebranding da Smart Fit e pensou: "Taí um rebranding que faz sentido. Melhor, se a pessoa for distraída, nem vai ver que mudou". Pra ele ficar feliz com uma mudança de marca, alguma coisa de bem estratégico tem.

A empresa seguiu os passos da RD Saúde. Ampliou a definição dos seus serviços. Do mesmo jeito que a rede de farmácias mudou para um ecossistema de saúde (adoooro a palavra ecossistema, é o mesmo que dizer que tá tudo ali dentro), a Smart Fit agora é mais do que academia. É wellness, é hub de serviços fitness.

Como meu Bichinho não fala inglês, minha primeira missão foi explicar pra ele que também estamos falando de saúde, só que a partir do cuidado com o corpo. Ginástica, alimentação, Spa, tudo isso. Enquanto a RD vem de consertar a saúde, através de remédios, médicos, exames, Smart Fit vem de manter, a partir de exercícios e boa alimentação. No fundo, as duas prometem a mesma coisa, saúde pra viver mais e melhor.

Como ela quer ir além da academia, a primeira grande mudança foi passar o foco de Fit para Smart. As palavras, agora, têm o mesmo peso. E o sorriso amazon que ela tem, foi de uma palavra pra outra. Esperta mudança. Agora dá pra criar submarcas: Smart Spa, Smart Shake, Smart Body, Smart Energy, Smart Tudo. Cabe até Smart Farma, quando quiserem brigar de frente com a RD. Não que isso vá acontecer...

O logo malhou tanto desde que foi criado, 17 anos atrás, que a nova letra ficou bombada. Ela é muito mais bold, dando mais peso à marca. E, como faz toda empresa que quer ser chamada de grande, é própria. Só ela que tem.

Smart fit, hoje, é a terceira maior rede de academias do mundo, de acordo com a Healthy and Fitness Association. Tem mais de 2 mil unidades e abre, em média, 350 por ano. Isso, só na América Latina. Na hora que entrar nos Isteites, vai ser uma briga de foice no escuro, pois por lá estão as duas maiores do mundo. Mas, como dizia a marchinha de carnaval,  "vai, com jeito vai...

Gostei da mudança. Gostei da consistência. Gostei da estratégia. Agora entendi porque a rede cresce tão rápido. Fora o brasileiro ser tarado por academia, o povo por lá sabe pra onde estão indo. Agora, em sabor saúde...

 

 

 

14/09/2026
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Postado por: Murilo Moreno
A nave voadora da Xuxa é uma coisa muito interessante.

A apresentadora descia de um disco voador, divertia os baixinhos e ia embora voando, tudo isso no final do século passado (Ficou pesado, né?). Mas já estamos quase em 2030 e a última vez que ela foi usada foi em 2007. Vinte anos encostado na garagem deixa qualquer carro enferrujado. Imagine uma máquina de outro mundo!

Aí a Maria das Graças Meneghel tem a brilhante ideia de fazer uma turnê de "revival" e traz de volta o disco. "O último voo da nave" vira um sucesso, não entre os baixinhos, mas entre os crescidinhos que eram crianças ali por volta do final do... século passado (Ficou pesado, né?). Os dois shows no Allianz... opa, no Nubank Parque, lotaram, as redes sociais foram infestadas de vídeos e fotos dos fãs e a apresentadora vai ainda a três cidades, antes de voltar pra SP pra um show extra. A quilometragem da nave vai virar no odômetro...

Vem a Nissan e resolve aproveitar-se da onda e cria uma campanha de varejo. Nela, Xuxa resolveu trocar sua nave por outra nave. Ela deixa o disco na concessionária e sai voando, ao volante, num Kicks. Legal é ver o desdobramento da campanha. O anúncio de venda na Webmotors, o mecânico falando que não tem mais conserto, depois de receber a nave rebocada... Sou só eu que penso que a criatividade está de volta à publicidade, ou realmente tem um cheiro de que as métricas de performance deram uma trégua?

Devo confessar que gostei do resultado. Uso de celebridade em campanhas corre sempre o risco de virar algo pasteurizado. Você vê a pessoa na TV ou na internet e nem percebe mais o que ela está anunciando. Mas quando o uso é pertinente, o resultado é maior. E trocar um disco velho por um carro zero tem tudo a ver.

Nesse mercado agitado que virou o automobilístico, Xuxa deve ajudar a Nissan a se destacar contra os chineses. Só mesmo com criatividade pra lidar com a agressividade vermelha.

13/09/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Ah! Essa ansiedade dos jovens

Ah! Essa ansiedade dos jovens... Não dá pra esperar o governo americano dar a autorização de virar banco...

Claro que isso é uma brincadeira com o fato de que o banco digital brasileiro anunciou ontem que entrou, finalmente, nos Isteites. Como a permissão oficial ainda não veio (e tem gente que fala que não chega antes de 2027), o jeito é fazer como a Revolut fez e arranjar uma barriga de aluguel. Ou seja, uma empresa americana que funcione como "Banking as a Service". Melhor dizendo, uma que tenha sido autorizada a ser banco nos EUA, e que faça tudo pela marca brasileira. Ela trabalha, mas o nome que aparece é o do Nu. Com isso, Nubank, oficialmente, chega no topo do mundo.

As comparações apresentadas são absurdas. Um cliente americano dá resultado de dez brasileiros. Ou seja, se eles atingirem 11 milhões de correntistas por lá vai significar chegar no tamanho que eles têm por aqui... E a vantagem de custo de manter um cliente é inacreditável. Uma conta custa um dólar pro Nubank. Os bancos americanos precisam gastar 20 dólares pra manter a mesma conta. Tudo isso porque nossos irmãos do norte ainda vão às agências, que continuam sendo abertas. Por incrível que pareça, eles ainda não se digitalizaram. Nem Pix eles têm...

Apesar de dizerem que a corrida é contra os incumbentes americanos, palavra bonita pra dizer os bancos tradicionais, na verdade eles correm pra não deixar o Revolut virar o grande banco digital do mundo. E a sensação que dá é que a briga com o Itaú Unibanco já era. Esse desafio já não interessa mais. Só isso pra explicar por que os dois fundadores abandonaram o país e foram morar na Califórnia.

Se realmente a estratégia é dominar o mundo, o próximo passo é Europa, antes de começarem a cogitar a China. Mas, devagar com o andor que o santo é de barro (traduzindo o ditado, vai mais devagar pra não dar com os burros n'água). Primeiro conquiste Wall Street, depois o céu é o limite...

Adoro essas aulas de marketing ao vivo!

 

12/09/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Nem se passaram dois meses e o Rebranding de Coca Cola perdeu a razão de ser.

No dia do anúncio, a informação era de que as mudanças colocavam ordem na bagunça que tinha virado a variedade de embalagens pelo mundo. Um só planeta, uma só Coca. Aí chega a Coca Triplo Z e zoneia tudo de novo. Tô sendo maldoso... A nova Coca sem cafeína está dentro do padrão. Só que preta, pra se destacar nas gôndolas.

Não sei você, mas com a última mudança, diferenciar no ponto de venda o que é Coca Original, a com açúcar, e o que é Zero ficou impossível. Uma onda preta, uma tampinha diferente, e lá vai o consumidor levar o produto errado pra casa. Está fácil achar quem comprou gato por lebre. Mas tudo bem. Terra Brasilis já era o país com o maior consumo de Coca Zero no mundo, antes mesmo de qualquer modificação.

Talvez seja esse o maior motivo pra se lançar a nova versão em nosso país: criar novas ocasiões de consumo, eliminando o medo de se beber um refrigerante cheio de cafeína à noite e depois ficar rolando na cama com insônia. O Triplo Z (Zero Cafeína, Zero Açúcar e Zero Calorias) vai estrear num evento de gastronomia, deixando clara a expectativa da fabricante de ocupar as mesas dos restaurantes nos jantares sofisticados.

Demorou a chegar. A novidade existe na Europa há 16 anos. E, talvez, seja tarde pra mudar a tendência de queda de consumo de refris por brasileiros. De 2007 até hoje, o número caiu pela metade. Naquele ano, 31% dos adultos diziam que tomavam refrigerante cinco vezes por semana. Em 2013, numa nova pesquisa feita pelo Ministério da Saúde, o número caiu pra 15%. A queda quase que se estabilizou de 2017 pra cá, mas é bom colocar as barbas de molho.

Campanha mesmo, só em outubro. Por agora, é colocar os influencers pra falar da novidade, distribuir no maior número de pontos de venda e gerar buchicho no Rio Gastronomia. Mas, principalmente, torcer pra que a confusão de versões de latas não volte a reinar no mundo da Coca...

 

10/09/2026
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