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Se já sou apaixonado por supermercados no Brasil, imagine o que sinto visitando novas redes no Canadá?

30/06/2025
Postado por: Murilo Moreno

Como diz o ditado, estou como "pinto no lixo". Pra mim, a loja da esquina é ponto turístico. E foi na T&T que descobri a linha de marca própria No Name.

O nome já é um achado. A empresa Loblaw, dona da supermercado, registrou a expressão "Sem Nome", tanto em inglês quanto em francês, em 1978. Era o lançamento de sua primeira linha de produtos genéricos, que acabou virando marca própria. Tem diferença? Tem.

No caso da genérica, a embalagem não tem nenhuma referência a quem fabrica. É um produto qualquer, e sua principal característica é entregar o benefício funcional. Um sabonete que limpa, um amaciante que amacia... Você compra pelo preço. E ele só vende se realmente for barato.

No caso de marca própria, o varejista agrega um nome único que, com o tempo, passa a significar um nível de qualidade para o #consumidor. É o caso da Qualitá, do GPA. Você só encontra nos supermercados do Pão de Açucar. Mais barato que as líderes, mas mais caro que as marcas de combate, o aval da loja quebra resistências de consumir algo que não se conhecce.

Aí vem a Loblaw e coloca um nome genérico pra ser a marca do grupo. São mais de 2.400 lojas no Canadá vendendo mais de 2.900 produtos diferentes. O sucesso é tanto que existe até linha de celular No Name. É o conceito de "Smart Choice", ou escolha esperta. O mais por menos. Só que, com a proporção adotada, está mais para a escolha consciente: "compro porque a marca é boa".

27% das vendas da Loblaw são de marcas próprias, sendo que No Name deve corresponder a 20%, de acordo com as informações perdidas na internet. O grupo ganha a margem do varejo. E grande parte do que seria do fabricante. E agora, a empresa parte pra criar as primeiras lojas No Name. Mais uma prova de que o conceito está consolidado.

Sem dúvidas esse é o sem nome mais com nome que eu poderia conhecer...

Fonte da imagem: site varejista

 

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Postado por: Murilo Moreno
Em 2002, a Fiat mal havia assumido a liderança de vendas, quando a gente resolveu fazer uma promoção para levar nossos clientes para assistir os jogos da Seleção Brasileira no Japão.

O comercial nclusive, é meio bobo, como era o varejo da montadora naqueles tempos. Época mais simples? Acho que não. Bem provável que refletisse meu gosto pessoal, rei das piadas sem graça.

Era abril e o Brasil já respirava futebol. O Ronaldo foi escalado, mas haviam dúvidas se ele iria fazer diferença. Na Copa anterior, ele tinha pipocado. Em 2002, além de ser o artilheiro, ainda fez os dois gols que fizeram o Penta vir pra Terra Brasilis. Será que Neymar consegue repetir o Fenômeno?

Muita coisa mudou, desde então. Mas o principal foi a defesa incansável da Fifa de que o nome Copa do Mundo é dela. Um comercial como esse da Fiat, hoje em dia, iria direto pra justiça. Razão pela qual todos agora falam dos países, mas não do campeonato. É o jeito de fugir da federação e ainda assim tirar uma casquinha no desejo do consumidor. Torcer contamina.

Quarta começa a esquecida Copa. Com poucas cores na rua, poucas camisas, poucos gritos de “vai, Brasa!”. Mas basta um jogo em que o Brasil ganhe pra emoção voltar.

Até ontem eu não acreditava na Seleção. A partir de sábado, quando o primeiro jogador brasileiro encostar na bola, sou verde amarelo de coração.

08/06/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Num shopping qualquer, aqui em São Paulo, me deparei com essa placa na frente da máquina de refrigerante de um Burger King.

Quem não sabe que a Pepsi está sendo substituída pela Coca-Cola pode até pensar que ela está quebrada. Eu olho e vejo um executivo da antiga fornecedora furioso dizendo: "Nos trocaram? Então para tudo. Não manda mais nada pra eles. E corta a manutenção das nossas máquinas de refill..." Inferno instalado. Coca pode ter ganho o contrato, mas a Pepsi deixou um 'presentinho de grego' pra trás.

Diferentemente de quando você pega uma simples latinha no Carrefour, o processo nos fastfoods é muito mais complexo. Essas máquinas de refill fazem o refrigerante na hora, misturando água encanada com gás carbônico e com o xarope concentrado da sua marca favorita. Por isso que em certos lugares o refri sai aguado. A máquina está desregulada.

Trocar essas verdadeiras fábricas portáteis é uma tarefa difícil. Primeiro, porque você tem que ter mil máquinas disponíveis de bate-pronto. Segundo, que vai precisar mandar um time de instalação em cada uma das lojas, pra mudar o equipamento. Demooooooora...

Pra resolver isso, apelaram pra latinha. E aí, o Bichinho de Marketing que mora dentro de mim me chamou a atenção para um detalhe. É a Coca mais cara de Terra Brasilis! A mesma lata que custa R$ 2,99 no Carrefour, sai por "apenas" R$ 18,90 no BK. Só seis vezes e pouco mais cara. E não é um privilégio deles. No Mequi, um copo de 400 ml sai por R$ 21,00. Ou R$ 18,38 pelos mesmos 350 mil que vêm nas latinhas. Pelos preços, acho que eles estão vendendo a máquina de refill junto...

A gente chega na área de alimentação e nunca pensa na logística por trás de um simples pão com carne e um copo de Coca. Mas, da próxima vez que eu for comer um Whopper, vou trazer minha bebida na mochila...

 

07/06/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Exatamente um mês depois da adidas, Nike lança seu comercial de Copa do mundo.

Parece uma resposta à arquiinimiga. Tudo nele é maior e mais grandioso. Quase que dizendo: vocês tentaram, mas ainda não é desta vez.

As duas empresas estão em momentos completamente opostos. Tudo que a americana faz, tem dado errado. Desde lançar o novo uniforme da Seleção Brasileira, com um canarinho de três pernas, até ver seus uniformes se deformando em campo.

Por outro lado, parece que a alemã acordou com dois pés direitos (posso falar isso, ou vou apanhar?). A marca vem crescendo e seu último feito foi passar a perna na concorrente e conseguir bater o índice da Maratona, colocando dois corredores seus abaixo das duas horas, recorde buscado insistentemente pela Nike.

Só que Copa é Copa. E não faltou dinheiro pra fazer o comercial para marcar o evento. Em nenhuma das duas.

Adidas veio com um vídeo de 5 minutos, contando a história dos heróis do futebol de quintal, aquelas quadras apertadas entre vários prédios. Tem desde Messi até o ator de Duna, Timothée Chalamet, passando por Zidane e Beckham. São dez famosos nos 300 segundos de futebol.

Aí, vem Nike e deixa tudo superlativo. 20 jogadores, artistas e influenciadores em seis minutos, falando "Rasguem o script". O nível sobe. Tem de Vinícius Júnior a Cristiano Ronaldo, passando pelo "Ted Lasso", Lebron James e Kim Kardashian. Todo mundo correndo atrás da bola, sem nenhum sentido a mais.

Tá bom. Virou uma disputa de "O meu é maior". Besteira né. Dia 13, a gente começa a ver quem realmente vai ser a campeã...

Clique e veja os comerciais.

Nike: CLIQUE AQUI

Adidas: CLIQUE AQUI

 

06/06/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Desde o final de maio, já li mais de 450 páginas de trabalhos de conclusão de curso dos meus alunos.

Isso sem contar os anexos. Habitualmente, tenho dormido com o computador aberto, pois o dia tem sido curto pra tanta produção. Nunca tão poucos produziram tanto, em tão pouco tempo. E a razão é fácil de entender. A Inteligência Artificial tem dado uma mãozinha.

É muito claro, num texto, quais partes os alunos se envolveram e quais transferiram a responsabilidade para a IA. O tom, a velocidade, os termos mudam e parece que foram pessoas diferentes, com pensamentos distantes, que fizeram o conteúdo. Lógico que existem trabalhos e trabalhos. Aqueles que merecem uma nota 9 ou 10 continuam sendo brilhantes e se utilizam da IA como apoio e não como decisora.

Cresci num tempo em que as calculadoras entraram na vida dos estudantes. Em que não fazer uma soma de cabeça era um absurdo. Tive aula de como usar uma calculadora científica para fazer cálculos de equações e de trigonometria. E desaprendi muita coisa, porque passei a confiar nessas pequenas máquinas. Mas se o resultado fosse muito absurdo, meu "sentido aranha" saberia.

Posso estar de mau humor, por conta das noites mal dormidas, mas tenho a sensação de que estamos nos acostumando, aos poucos, a delegar as decisões aos Chats GPTs da vida. E isso vai desde saber a qual restaurante ir até como escrever um trabalho que vai definir se você está pronto para o mercado de trabalho ou não.

Em criatividade, 1+1 pode ser qualquer coisa. Em matemática, não. Vai ser sempre dois. O senso crítico precisa ser barreira para saber qual resposta dar. Mesmo que, pra isso, a gente não pareça tão inteligente.

 

05/06/2026
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