Saúde mental no compliance | Valor da IA para as empresas | Influência da Amazon no varejo e muito mais...
Lidar com equipes multigeracionais é um desafio para as pessoas - Uma pesquisa do GPTW mostrou que 52% das pessoas têm essa resistência, por isso, trouxemos dicas práticas neste artigo para você descobrir como integrar as Gerações X, Millennials e Z no trabalho.
Google adquire Wiz para fortalecer seu foco em cibersegurança - A gigante anunciou a aquisição da empresa para oferecer soluções avançadas em multicloud com a complexidade dos ciberataques tomando proporções gigantescas. Saiba mais
Vendas no varejo dos EUA se recuperam em fevereiro - Após queda de 1,2% em janeiro, vendas aumentaram 0,2%, indicando crescimento econômico moderado. Tarifas sobre importações e demissões federais ainda impactam a confiança do consumidor.
Se a maioria das empresas diz ter adotado a IA, como é possível que elas não estejam conseguindo metrificar o lucro que a tecnologia está retornando? Ao mesmo tempo, os consumidores estão pressionando cada vez mais as organizações para personalizarem suas experiências. Na nossa conversa de março, vamos nos aprofundar nas principais “dores de cabeça” dos líderes atualmente, sejam elas internas ou externas à empresa.
Confira:
Crise de saúde mental no Brasil também é questão do compliance
O recorde de 472 mil licenças por transtornos mentais em 2024, segundo o Ministério da Previdência Social, não é apenas um indicador social, mas um sinal vermelho para as empresas.
Enquanto isso, a McKinsey Health Institute aponta que líderes avaliam o bem-estar de suas equipes 22% mais positivamente que os próprios colaboradores.
Com a saúde mental no trabalho sendo incluída na NR-1 e dando possibilidade de penalidades, o risco é muito mais complexo do que se pensa e esbarra em um importante indicador de saúde corporativa: o desengajamento progressivo.
No nosso report de dados de 2025 já tínhamos levantado essa questão que agora parece estar ganhando cada vez mais relevância. Os modelos de trabalho híbridos têm tudo a ver com este desafio, mas não como você pensa.
Um estudo da KPMG mostrou que houve um aumento de denúncias corporativas em 28%. Então, empresas que não integrarem os riscos psicossociais ao seu mapeamento de prioridades enfrentarão grandes consequências.
Os líderes agora estão entrando em uma jornada que envolve uma complexidade emocional grande e será preciso cultivar conexões autênticas, independente se o colaborador estiver de forma física ou à distância.
No fim, o que está em jogo não são apenas multas ou o compliance, mas a sustentabilidade dos negócios. Este desengajamento ligado ao desgaste mental impacta diretamente o colaborador, mas também a geração de valor no longo prazo. Não é mais uma questão apenas pessoal, mas profissional também.
Em paralelo
Pode parecer óbvio, mas profissionais felizes impulsionam o lucro das empresas. Estudos mostram que a satisfação dos colaboradores eleva produtividade e sucesso financeiro a longo prazo. O problema? O Brasil é o 4º país com mais profissionais tristes na América Latina. Veja os dados
O problema não está onde parece...
Dado alarmante: 80% das organizações que estão investindo em IA generativa não conseguem detectar uma lucratividade operacional direta, segundo dados da McKinsey.
Mas o que ninguém está falando é que o verdadeiro paradoxo não está na tecnologia em si, mas na abordagem.
Já virou até clichê falar que se usa IA nas empresas. Enquanto todos discutem “qual ferramenta de IA adotar”, a pesquisa da McKinsey mostrou uma verdade inconveniente: a tecnologia é o menor dos desafios.
O que realmente diferencia os 20% que estão prosperando não é a sofisticação dos seus algoritmos, mas a reestruturação fundamental da organização ao redor deles.
Inclusive, contrariando pensamentos populares, a força de trabalho não está sendo substituída, mas sim sendo requalificada – o estudo mostra.
Agora esse está se tornando um caminho mais comum dentro das empresas e a redução de pessoal permanece relevante apenas em organizações muito grandes. Isso porque, são nesses locais onde a automação por IA generativa tem maior demanda.
O que precisa mudar primeiramente é a forma de pensar e reagir. A IA exige uma nova arquitetura organizacional:
CEOs diretamente envolvidos na governança de IA e não apenas como iniciativa de TI. A pesquisa mostra que existe uma relação direta entre a supervisão do CEO e o impacto financeiro;
Um redesenho completo dos fluxos de trabalho precisa ser feito para que o uso da IA não seja apenas com automações pontuais;
É preciso ter times dedicados para entender e mensurar a geração de valor da tecnologia.
A questão que fica é: sua empresa está tentando encaixar a IA em estruturas projetadas para uma era pré-IA?
Em paralelo
O futuro da inovação está nas conexões humanas. Essa foi a conclusão que uma COO chegou após entender que a incerteza e os encontros inesperados são combustíveis para criatividade e inovação no mundo corporativo. Clique para ler
A corrida agora é pela experiência perfeita
Neste mês do consumidor, é importante sempre lembrar que quando gigantes de determinado setor fazem um movimento, ele influencia todo o mercado. O consumidor rapidamente normaliza o extraordinário e acaba se tornando requisito mínimo para todos os outros players.
Enquanto você lê este texto, a Amazon acaba de fechar uma parceria com a Latam para reduzir entregas para apenas dois dias em 11 estados brasileiros.
Isso só nos revela como a experiência omnichannel cresceu nos últimos anos e cada vez mais será cobrada uma experiência completa dos negócios.
Dados da Octadesk em parceria com o Opinion Box confirmam essa transformação: 64% ainda preferem lojas físicas (3 a menos que em 2024), enquanto 77% já compram online.
O consumidor moderno não quer mais escolher apenas canais, ele quer ter a opção de ter uma experiência rápida ou mais imersiva a depender da sua necessidade do momento. Por isso, o mesmo estudo mostrou que 68% deles consideram a personalização decisiva.
Mas e os desafios? Estão nas extremidades. A experiência precisa começar antes mesmo da compra, no pré-venda, até após a finalização da compra, onde é frequentemente negligenciado.
É “fácil” investir milhões para atrair novos clientes, mas quantas empresas realmente investem na jornada de compra com o mesmo cuidado da Amazon?
Se o cliente ainda é tratado como um visitante anônimo antes da compra e como um “pedido finalizado” depois dela, o quanto seu negócio está sacrificando da sua capacidade operacional e de conversão?
Dica do mês
Mas a chamada “hiperpersonalização” não depende apenas da vontade de inovar, mas de muita pesquisa, investimento financeiro em estrutura, além de profissionais qualificados. Então, agora está mais difícil? Não necessariamente. Murilo Moreno, autor, consultor e palestrante, trouxe uma importante reflexão sobre o tema. Confira:

Semana passada, foi a vez da Reag sofrer liquidação extrajudicial, decretada pelo Banco Central. Agora, o Estadão divulga que o Ministro Haddad deu um ultimato pro Banco de Brasília, o BRB, pra que seja realizado um aporte de quatro bilhões de reais, pra evitar piores consequências. Lógico que o Ministério desmentiu. Mas onde há fumaça...
O banco estatal quase comprou 58% do concorrente, no começo do ano passado. Durante as negociações, assumiu uma carteira de créditos do banco do Vorcaro, no valor de R$ 12 bilhões. Só que de créditos inexistentes. O pior é que entre os pontos da negociação, o Daniel continuaria presidente do Master, além de virar conselheiro do BRB. E, com isso, viraria o mago das finanças brasileiro. Ainda bem que o BC não aprovou a compra. Seria uma cartada de mestre. Virou o começo do fim.
O que me impressiona é como se fala de bilhões de reais como se fosse trocado. Todo mundo que se envolveu nesse escândalo tinha empresa de bilhão. As Lojas Americanas abriram a porta do inferno com suas inconsistências contábeis e a sensação é que todo mundo está tentando bater o recorde dos desvios.
A grande questão que um caso como esse causa é a perda da credibilidade, em geral, no sistema financeiro. Todo fundo, toda corretora, todo banco, hoje é menos confiáveis. E qualquer boato cola mais fácil. Tanto que já tem golpista no mercado criando site pra que os prejudicados pelo Master possam resgatar seus prejuízos no Fundo Garantidor de Crédito. A pessoa entra no site atrás de informações e recebe um vírus de presente, no computador.
Deveremos ter mais sustos nas próximas semanas. O monte de coisa podre ainda não foi remexido o suficiente e deve continuar cheirando esquisito. A minha esperança é que sejam criadas novas regras que evitem a repetição do caso no futuro.
Como dizem, a esperança é a última que morre...

Dois filmes ganhando Globo de Ouro para nosso país, em dois anos consecutivos, mostra uma coisa: ou mudaram os críticos do júri, ou os candidatos brasileiros mudaram sua postura frente aos concursos internacionais. Nesta semana, o meu blog no portal da R7 traz uma tentativa de entender o que aconteceu, com um novo método de abordar as premiações que os produtores dos filmes Ainda estou aqui e O Agente Secreto adotaram.
Fazer sempre igual e esperar um resultado diferente é o jeito mais estranho de esperar bons finais felizes.
Nesses prêmios têm algum aprendizado pra todos nós, que mexemos com marketing...
Clique e leia: CLIQUE AQUI

Outra, são os confeitos da M&M. Imagine então as duas juntas.
Elas sabem disso. Tanto que, depois de terem inaugurado lojas dentro dos parques de Orlando, agora estão se juntando numa das collabs mais legais que já vi. Os mascotes da M&M vai se vestir de superhoróis da Marvel. O amarelo vai virar Wolverine, o vermelho será o Deadpool, o laranja passa a representar o russo Guardião Vermelho e por aí vai...
Disney comprou a Marvel em 2009 e, desde então, vem colocando sua máquina de fazer dinheiro em favor de retirar ganhar dólar possível das franquias. Os filmes de superheróis passaram a ser os líderes de bilheteria, sempre, e toda oportunidade que têm de aprovar mais um licenciamento é mais uma chance de trazer alguns dólares a mais.
Por outro lado, os mascotes da M&M passaram a ser quase celebridades nos Isteites. Lembra quando eles foram demitidos e substituídos pela comediante Maya Rudolph? E que depois voltaram, a pedido dos consumidores? Só faltava virarem personagens da Disney.
Não falta mais. As novas versões chegam em março, com embalagens e promoções (será que vai ter bichinho de pelúcia? Mentiiiiiiiraaa!!!) antes de embarcarem para outros 65 países. Vai ter superherói pra todo mundo.
Se minha bola de cristal estiver funcionando, o próximo passo é eles se fantasiarem dos personagens clássicos da Disney. Já vejo o marrom vestido de Mickey desfilando na frente do Castelo da Cinderela, que será a verde, de vestido e tudo.
Com tudo isso, Disney e Mars estão a um passo de se fundirem, não é mesmo? Alinhamento é o que não falta...

Por isso, me chamou muito a atenção o banner da instituição na capa da Meio e Mensagem. Ainda mais que a mensagem era "Patrocinador, Direito Autoral também é questão de ESG". O Bichinho de Marketing que vive dentro de mim ficou me perguntando o que uma coisa tem a ver com a outra.
Acontece que toda vez que uma música é tocada publicamente, por lei, o compositor e o produtor musical têm o direito de receber um valor. Ou seja, tocou, pagou. Quando você ouve o Spotify, a empresa paga pela execução, ouve no rádio, a emissora paga, vai num bar tomar um chopp, se tem música, o dono paga... mas tudo isso na teoria. Num país de Inconsistências Contábeis e bancos masters, na prática, nem sempre o dinheiro chega nas mão de quem a compôs. Ainda mais que o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição não tem poder de polícia. As empresas pagam por iniciativa própria.
O tema é confuso e a tabela de pagamento é mais ainda. Vai de um valor de R$ 107, num bar pequeno, até quase R$ 150 mil, numa rádio FM de alta potência. Mensalmente.
Aí, pra deixar o assunto mais "simples", a campanha fala de ESG. Chama a atenção do risco que a marca corre ao patrocinar shows que não pagam o ECAD. E sugere que as empresas passem a exigir a comprovação de que a taxa foi recolhida. Longo caminho torto pra tentar aumentar arrecadação. É como se o governo passasse a responsabilidade de cobrar o imposto das empresas para o consumidor. Tipo "você já conferiu se o supermercado pagou todos os impostos?"
Uma das missões da propaganda é deixar fácil o entendimento dos benefícios do produto, ou serviço, a ser adquirido. A função do ECAD não é simples, nem fácil. Mas juntar ESG com direitos autorais só conseguiu me deixar confuso. Talvez o meu Chato de Plantão esteja de mal humor.
Vou ouvir "Evidências" pra acalmar... mas vou perguntar por Spotify se ele pagou o ECAD...
