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Meu amigo Augusto Cruz Neto voltou do SXSW impressionado com um detalhe.

24/03/2025
Postado por: Murilo Moreno

Todos os palestrantes que assistiu deixaram claro que o futuro é incerto. Opa! Isso a gente já sabia. Vamos tentar de novo. O que falaram é que, com a inteligência artificial, a robótica, a medicina no nível do DNA, tudo que estamos prevendo pode mudar completamente. E Augusto ficou com uma sensação de que eles, ali no palco para passarem certezas, têm mais dúvidas e medos do que vem por aí.

Ainda impressionado pela sua descrição, vi uma mensagem de outro amigo, o Courtnay Nery Guimarães Jr., falando dos movimentos do final do século 19 contra toda nova tecnologia que estava chegando. A imagem do post é a capa de uma revista de Nova York, alertando para o risco de todos serem mortos eletrocutados. A primeira usina elétrica tinha sido construída em 1882 e, sete anos depois, um funcionário morreu ao encostar nos fios. Talvez fosse o primeiro, levando todo mundo ao pânico (e ajudando a vender a revista...).

Tudo isso me fez pensar do tanto que estamos sendo bombardeados por mensagens pessimistas das revoluções que estão chegando. Todo carro autônomo que se envolve em acidente gera um montão de notícias, enquanto os causados pelo ser humano já nem são contabilizados. Os robôs e a IA são sempre comparados com Arnold Schwarzenegger e seu exterminador do futuro, que viraram referência do que pode ser o futuro da humanidade.

Courtney cita que, em 1820, o nível de extrema pobreza no mundo atingia 90% da humanidade. Hoje, mesmo com a multiplicação da população, temos somente 10% nessa situação. Resultado de todo o avanço tecnológico dos últimos 200 anos. É bem provável que, se colocássemos um professor universitário do século 19 para conversar com um operário dos nossos dias, as realidades serão tão diferentes que o homem do nosso século vai parecer um ET para o intelectual da época do descobrimento do Brasil.

Não sei o que vai acontecer com o ser humano quando o implante de chips e a interligação com a internet for uma realidade, mas esse ser que vai aparecer será, certamente, muito diferente do que somos.

No fundo, os filmes de catástrofe científica são previsões apostando no lado oculto da humanidade. Como otimista, prefiro achar que a vida, com todas as novidades tecnológicas, vai libertar a Sociedade para o futuro melhor.

A questão é que a felicidade não vende revistas, nem enche palestras.

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Postado por: Murilo Moreno
Nunca tive curiosidade de conhecer o site da Fatal Fans até a polêmica que a empresa causou ao fechar um patrocínio com o Corinthians.

Diversos políticos e associações de defesa da criança e do adolescente entraram no Ministério Público pedindo a proibição da exposição do nome no calção do time. De acordo com os pedidos, é propaganda pornográfica, num tipo de esporte em que é impossível evitar que crianças sejam atingidas. Os advogados de defesa dizem que não existe apelo erótico, somente o nome Fatal Fans. "É só a divulgação institucional de uma marca..."

Onde está a verdade? Onde vive o equilíbrio? Se você tem filho pequeno, sabe que a curiosidade faz parte dos nossos pequenos. Um nome exposto no uniforme do seu ídolo não é só isso. Mas, teoricamente, o site pode ser proibido para menores. Fatal Fans diz que é. Conferi que não existe nenhuma restrição de idade quando se acessa a página inicial. E, ali, já é possível entender o que vem pela frente. As pessoas que colocam vídeos e fotos são criativas, criando nomes como o Arranca Diu e a Bruna Fogosinha. A única barreira a consumir o conteúdo é o financeiro.

Mas como diz a Fatal Fans, até aí, as bets são iguais. E concordo, pois tive a curiosidade de olhar o site da Esporte da Sorte, outro patrocinador do time. Logo na cara, um banner diz: "proibido para menores", mas nada impede de entrar no conteúdo e até se cadastrar. 1x0 pra Fatal. E como ela mesma diz, a existência dela é legal, paga todos os impostos em dia e vive dentro da lei. 2x0.

Então, tá resolvido... é só uma inocente forma de expor a marca e falar pro mundo que a empresa existe... Pode ser, mas são 22 milhões de reais pra essa exposição inocente. Meio caro, não? As placas no entorno do campo seriam mais baratas... Esse placar não parece justo.

Imagine que alguém rico decidisse gastar seus 22 milhõezinhos e patrocinar o time do coração. E na divulgação colocasse o símbolo nazista. Quais seriam as reações? Daria para o patrocinador dizer que é somente uma divulgação institucional? E se o símbolo fosse uma cruz? Alguém entraria no Ministério Público dizendo que é uma influência ruim nos jovens?

Viver em sociedade é complicado...

 

28/07/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Juro que é meu último texto sobre os 50 anos da Fiat.

E juro que não é sobre os 50 anos, mas sobre a vida...

Estive no Mineirão, na festa de aniversário da montadora. Eu e mais 40 mil pessoas. Não tinha como não se emocionar, revendo tantos amigos e relembrando vários momentos pelos quais passei. Estavam lá funcionários, imprensa, concessionários, autoridades e até clientes. Quase todos comemorando o tempo da empresa no Brasil. Eu, revendo minha trajetória de vida.

Em 2001, a empresa era outra, muito menor e menos organizada. Pelo menos, assim me lembro dela. Mas havia acabado de se tornar líder, no finalzinho de 2000, e lutava contra a Volkswagen para ser a maior do país durante um ano inteiro. Terminaram tecnicamente empatadas.

A mensagem da campanha dos 25 anos era um claro convite à mudança (CLIQUE AQUI). "Mude, mas comece devagar, porque direção é mais importante que a velocidade..." Outros 25 anos depois, a montadora confessa, na campanha de 50 anos, que é fã do Brasil. E os brasileiros, fãs da marca. Só não conta o tanto que teve que mudar pra continuar no mesmo lugar, na liderança.

Esse é o ponto. Como dizia Heráclito, o filósofo grego, "a única coisa que não muda é a mudança". Quem comprava carro em 2001 tinha outros desejos do que quem compra hoje em dia. Então, pra permanecer no mesmo lugar, Fiat teve que correr muito atrás de se reinventar.

Essa é a nossa vida, um eterno mudar. A gente se vê como seres imutáveis, mesmo quando trocamos o corte do cabelo, o jeito de vestir ou os hábitos alimentícios. No fundo, a gente acredita que pensa sempre do mesmo jeito, que age da mesma forma. Aí assiste um vídeo antigo, lê um pedaço de um "diário" de adolescente, ou ouve os comentários de uma tia e se assusta com as mudanças pelas quais passamos.

Ainda bem que mudamos. Rever meus amigos nos 50 anos de Fiat foi mais do que uma comemoração da história de uma empresa. Foi entender que o que vale na vida é a aventura, é o caminho. Como diz o comercial de 2001: "Sem o qual, a vida não vale a pena".

Auguri Fiat!

27/07/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Em dez anos, estaremos num mundo que nunca imaginamos.

Ou sempre pensamos, parte por parte, mas não entendemos as consequências que uma ação pode fazer em outra. Essa "brisada" me surgiu vendo o vídeo da Unitree Robotics e de seu cachorro com rodas. A flexibilidade e a agilidade dele me fizeram pensar o que podemos enfrentar em poucos anos, com a evolução dos robôs e da Inteligência artificial.

Em tudo a IA e os robôs são superiores ao ser humano. Só lhes falta a imaginação. Ou a gente, vaidosamente, acha que falta. Considerando que nós, humanos, estamos na Terra há alguns milhares de anos, evoluindo o corpo e a mente, e que eles acabaram de nascer (lembre-se que o ChatGPT "veio ao mundo" no final de 2022), dá pra apostar que eles vão estar em melhor forma em 2036 do que a humanidade.

Sempre que penso nisso, me lembro do meu autor predileto, o Isaac Asimov, e suas leis da robótica, que proibiriam um robô de fazer mal a um ser humano. Mas tem sempre um pouco de Exterminador do Futuro, com o ciborgue que voltava ao passado pra matar a mãe do líder dos revolucionários de carne e osso, John Connor. A gente vive numa gangorra entre acreditar que o futuro vai ser lindo ou um horror.

Voltando ao Unitree AS-2, colocaram rodas num cachorro robótico e, com isso, deram velocidade e flexibilidade ao robozinho. Ele consegue fazer movimentos que nenhum humano repetiria. E com um raciocínio de IA, a reação ao mundo ao seu redor seria impossível de ser acompanhada. Lembra dos robôs da EngineAI lutando boxe? Imagine você tentando evitar um soco desses pugilistas, ou uma mordida desse cão...

Meu pavor sempre me faz lembrar que a humanidade já teve medo dos arados, no meio da Idade Média, das colheitadeiras manuais, na Idade Moderna, e das linhas de produção, na Idade Contemporânea. Talvez seja nossa sina, viver preocupados com o futuro, até porque temos medo da morte. E esses cenários apocalípticos são a morte em vida.

Ter medo talvez seja mais humano que a criatividade. Então, se realmente os robôs evoluírem, podemos ficar tranquilos. Medo é o presente que vamos deixar pra eles...

26/07/2026
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Postado por: Murilo Moreno
Agora que passou um mês que as duas fabricantes de esmalte lançaram suas linhas de produtos inspirados em chocolate

Agora que passou um mês que as duas fabricantes de esmalte lançaram suas linhas de produtos inspirados em chocolate, podemos especular sobre essa "coincidência". Risqué, da francesa Coty, lançou uma linha com a KitKat, da suíça Nestlé. Impala, da brasileira Mundial S.A. Oficial, com a também brazuca Cacau Show. Multinacional com multinacional, empresa local com empresa local. Realmente, os animais se reunem entre iguais...

Mas será que um dia os profissionais dessas esmaltarias acordaram e pensaram "Nossa! Como seria legal uma collab com uma fabricante de chocolates!". Acho difícil... Pensando no que acontece no mercado automotivo, apostaria que um fabricante de essências inventou um jeito dos esmaltes cheirarem a chocolate e saiu visitando as empresas e oferecendo sua criação. "Olha que legal... quando o esmalte seca, você passa a sentir o cheiro... Dava até pra fazer uma linha especial com uma fábrica de chocolates..."

E entre os primeiros papos e estar nas gôndolas, o famoso 'time to market', as empresas chegaram no mercado quase que ao mesmo tempo. Pelo menos na divulgação. Se você pesquisar, vai ver que a distribuição ainda não é muito ampla. Impala já está a todo vapor nas lojas. Risqué ainda difícil de achar. Mas os preços são muito parecidos, com a francesa custando meros nove centavos a mais. Menos de um por cento.

Considerando a pesquisa que a Criteo acabou de divulgar, a Health & Beauty Pulse 2026, essas novidades são importantes para manter as marcas na crista da onda. De acordo com o estudo, 53% das compradoras de produtos de beleza testam novas marcas a cada compra. É uma infidelidade muito grande, impulsionada por avaliações e reviews (46%) e
recomendações de amigos (37%). A IA já influencia a escolha em 15% das vezes. Pra quem tem menos de três anos de existência, está fazendo a diferença.

Talvez porque tenha chegado dias antes no mercado, talvez porque entenda melhor como surfar a IA, Impala e Cacau Show estão dando um banho na Risqué KitKat. Pesquisei três GPTs e todos eles, depois de falar que "nenhum é melhor do que nenhum", fofocaram que nas redes sociais só se fala das brasileiras.

No final, vai ter gente lambendo os dedos, não porque comeu chocolate, mas por causa do cheirinho do esmalte.

Adoro essas aulas de marketing ao vivo!

 

25/07/2026
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